O G7 e suas divisões internas
O G7 inicia sua cúpula anual na França sob um clima de incerteza. O bloco das sete maiores economias desenvolvidas enfrenta divisões internas profundas, puxadas pelo governo dos Estados Unidos, e a pressão crescente de potências médias como Brasil e Índia.
Principais brigas internas do G7
O principal foco de tensão são os Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump. O país tem ampliado disputas tarifárias contra a Europa e o Japão, além de gerar atritos diplomáticos bizarros. Há também divergências graves sobre a matriz energética, com Washington abandonando projetos de energia limpa para focar em combustíveis fósseis.
Potências médias convidadas para o encontro
São países como Brasil e Índia, que não fazem parte do seleto grupo original do G7, mas possuem economias e populações tão grandes que não podem mais ser ignorados. Eles são convidados para as cúpulas porque o G7 precisa de legitimidade para decidir sobre temas globais.
Peso econômico do G7 ao longo das décadas
O grupo já não manda no mundo como antes. Em 1975, os membros do G7 detinham 70% da riqueza mundial. Hoje, esse número caiu para cerca de 43% em valores atuais e menos de 28% se considerarmos o poder de compra real.
Os Brics como possível substituto do G7
Embora a China e a Rússia queiram que os Brics sejam um contraponto direto ao G7, o bloco dos emergentes também sofre com divisões internas. Recentemente, divergências entre o Irã e os Emirados Árabes impediram uma posição comum sobre conflitos geopolíticos.
Papel de Brasil e Índia no novo cenário geopolítico
Brasil e Índia atuam como um complemento prático e, ao mesmo tempo, um contrapeso estratégico. Eles ajudam o G7 em pautas onde as nações ricas não conseguem decidir sozinhas, como a transição energética.
Fonte: Gazeta Mundo


