InternacionalUNRWA demite 70 funcionários em Gaza por ligações com o Hamas

UNRWA demite 70 funcionários em Gaza por ligações com o Hamas

Demissões na UNRWA

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) anunciou a demissão de 70 funcionários que atuavam na Faixa de Gaza. A decisão foi formalizada pelo comissário-geral interino da entidade, Christian Saunders, após denúncias de conexões diretas com o grupo terrorista Hamas.

A medida ocorre após pressão internacional e investigação do Escritório do Inspetor-Geral da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). O relatório norte-americano denunciou mais de 100 nomes que teriam envolvimento direto em massacres terroristas e na estrutura militarizada do Hamas.

Reação da UN Watch

A organização não governamental UN Watch, que monitora as atividades das Nações Unidas, elogiou a demissão dos 70 funcionários, mas classificou a medida como insuficiente. “Esta ação, embora bem-vinda, é apenas um pequeno começo. É uma gota no oceano. Nossas investigações e o mapeamento da rede de terror da UNRWA indicam que existem pelo menos 1.500 membros e afiliados do Hamas trabalhando para a agência apenas na Faixa de Gaza”, afirmou Hillel Neuer, diretor-executivo da UN Watch.

UNRWA e Hamas

A auditoria realizada pelo governo americano revelou que funcionários financiados por ajuda internacional da UNRWA estavam enraizados em operações civis e militares do grupo terrorista que controla a Faixa de Gaza. Entre os casos mais graves detalhados no relatório da Usaid, estava o de um vice-diretor de escola da ONU que atuava simultaneamente como vice-comandante de companhia das forças especiais do Hamas.

Outro vice-diretor de colégio exercia a função de líder de esquadrão. Também foi identificado um professor contratado pela agência da ONU que atuava ativamente como atirador de elite especializado (sniper) a serviço do Hamas. O documento da Usaid também confirmou que diversos outros diretores e professores de escolas geridas pela UNRWA participaram presencialmente e de forma direta das invasões e atentados terroristas em território israelense.

Reação do Ministério de Israel

O Ministério das Relações Exteriores de Israel rebateu as justificativas da agência da ONU. As Forças de Defesa de Israel (FDI) alegam que já tinham apresentado relatórios de inteligência apontando que, dos 12.521 funcionários que a UNRWA possui na Faixa de Gaza, pelo menos 1.462 (cerca de 12% do total) teriam vínculos formais de filiação com o Hamas ou com outras organizações jihadistas aliadas.

O governo israelense acusou a liderança das Nações Unidas de emitir uma nota cínica que evita deliberadamente utilizar a palavra “Hamas” para tentar blindar o regime. “Ao abrigar terroristas e permitir que suas instalações sirvam como quartéis-generais do Hamas, a UNRWA transformou-se oficialmente em um braço operacional do grupo terrorista”, diz a nota.

Fonte: Gazeta Mundo

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