Pesquisa Eleitoral
Eleições em São Paulo
Eleições no Paraná
Por Camila Abrão
Por Camila Abrão
12/06/2026 às 21:52
12/06/2026 às 21:52
Ouça este conteúdo
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que uma das prioridades da instituição para 2026 é barrar a entrada das facções criminosas e milícias no processo eleitoral. Ele enfatizou que o país não pode aceitar a existência de "estados paralelos".
"O Estado brasileiro não pode conviver com estados paralelos montados e dirigidos por organizações criminosas", disse Gonet, em entrevista ao podcast EsferaCast divulgado na quarta (10).
Ele destacou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão atentos a situações de abuso de poder político e econômico por parte desses grupos, citando como exemplo casos onde facções impedem candidatos de realizar campanha em “territórios públicos” dominados.
VEJA TAMBÉM:
Imagem de autoritarismo e parcialidade desmoraliza os pedidos do STF no exterior
Questionado sobre a recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas pelos Estados Unidos, Gonet ponderou que, embora a medida traga uma perspectiva negativa para a imagem do Brasil no exterior, ela serve como um estímulo para a união dos poderes.
“Evidentemente que não é bom, porque expõe o Brasil a perspectivas negativas… Mas acho que tem um aspecto positivo, [pois] estimula ainda mais todos os atores do poder público a se unirem para enfrentar esse mal que é a atuação das facções, das organizações criminosas, das milícias”, disse.
Para ele, o momento exige o fim do "ciúme institucional" e a promoção de um diálogo constante entre os órgãos. "Todos estamos atuando em conjunto para um fator que é primordial para a vida civilizada: a existência de um Estado comprometido com os valores democráticos se impondo a esses grupos", enfatizou.
Inteligência artificial e deepfakes
Além da ameaça das facções, Gonet apontou a Inteligência Artificial (IA) como um desafio para a integridade das campanhas. Ele admitiu a dificuldade técnica de distinguir produções maliciosas de conteúdos verdadeiros em tempo real.
“Será feito caso a caso [a análise dos conteúdos]. Nós vamos ter que ter alguns parâmetros abstratos e seguir confrontando os casos com esses parâmetros”, disse. O procurador garantiu que a PGR atuará de modo imediato diante de indícios de deepfakes.
VEJA TAMBÉM:
Maioria do STF mantém fim da revisão da vida toda e abre caminho para redução de benefícios
Bolsonaro teve “piora considerável” nas crises de soluço, diz relatório médico
Governo aposta em publicidade milionária para tentar recuperar popularidade de Lula
Você pode se interessar
Risco-país da Argentina cai para o nível mais baixo desde 2018
Risco-país da Argentina cai para o nível mais baixo desde 2018
Decisões de tribunais estrangeiros expõem o autoritarismo do STF
Decisões de tribunais estrangeiros expõem o autoritarismo do STF
FIFA transformou a Copa do Mundo em máquina de fazer dinheiro
FIFA transformou a Copa do Mundo em máquina de fazer dinheiro
Cármen Lúcia critica decisão de perdoar mãe por morte de Henry
Cármen Lúcia critica decisão de perdoar mãe por morte de Henry
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Imagem de autoritarismo e parcialidade desmoraliza os pedidos do STF no exterior
Rejeição de nova delação coloca Vorcaro em situação crítica com risco de volta à cela comum
Pauta-bomba explode no colo não do governo, mas do Brasil
5 perguntas que o Nubank precisa responder sobre o falso aviso de sua própria liquidação
Tudo sobre:
Comando Vermelho
Eleições
Eleições 2026
EUA – Estados Unidos
Inteligência Artificial
Paulo Gonet
PCC
PGR – Procuradoria Geral da República
TSE
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Política


