Por John Lucas
Por John Lucas
12/06/2026 às 20:27
12/06/2026 às 20:27
Ouça este conteúdo
Após os Estados Unidos emitirem um alerta sobre a possibilidade de negar ou revogar vistos de pessoas envolvidas em protestos violentos na Bolívia, organizações sindicais e camponesas que coordenam os protestos e bloqueios contra o presidente Rodrigo Paz, de centro direita, passaram a defender a abertura de uma negociação com o governo. A mudança ocorre após mais de um mês de tensão no país, bloqueios de estradas e agravamento da crise social no país.
A Embaixada dos EUA na Bolívia disse nesta semana que a participação em atos violentos no país pode resultar na revogação ou negação de vistos americanos. Em publicação nas redes sociais, a representação diplomática afirmou que os bolivianos não devem “arriscar seu visto” e divulgou imagens de manifestantes violentos.
O governo americano já havia declarado, em meio à escalada dos protestos, que os atos promovidos pela esquerda pareciam uma tentativa de golpe contra um governo eleito democraticamente. As manifestações contra Paz ocorrem há mais de 40 dias e têm provocado bloqueios em regiões como La Paz, El Alto e Cochabamba.
Em meio ao alerta dos EUA, a Central Obrera Boliviana (COB), maior sindicato do país, e a Federação de Camponeses de La Paz Túpac Katari, duas das organizações que promovem os protestos, flexibilizaram seus pedidos pela renúncia de Paz e passaram a apoiar a ideia de negociar com o governo. A proposta será submetida às bases dos movimentos, que decidirão se aceitam a negociação com o governo Paz ou se mantêm as medidas de pressão.
Os bloqueios têm provocado desabastecimento de alimentos e combustíveis, aumento dos preços de produtos básicos e interrupções em serviços como transporte público e coleta de lixo. Segundo a Defensoria do Povo da Bolívia, ao menos dez mortes foram relacionadas à crise, sendo sete atribuídas à falta de atendimento médico por causa dos piquetes e três a episódios de violência durante operações policiais.
A Igreja Católica e a Defensoria do Povo convocaram recentemente os representantes locais dos protestos para um “Pacto Social pela Paz e Reconciliação”, com o objetivo de evitar uma escalada da violência. As instituições afirmaram que o diálogo é necessário para impedir o aprofundamento das divisões sociais e construir uma saída pacífica para a crise.
VEJA TAMBÉM:
Arma diplomática: EUA negarão visto de quem participar de protestos violentos na Bolívia
Presidente da Bolívia acusa o crime organizado de financiar protestos no país
CorteIDH ordena fechamento do maior centro de tortura da Venezuela
Você pode se interessar
Risco-país da Argentina cai para o nível mais baixo desde 2018
Risco-país da Argentina cai para o nível mais baixo desde 2018
Índia protesta contra os EUA após morte de marinheiros em ataque
Índia protesta contra os EUA após morte de marinheiros em ataque
Parada LGBT+ de São Paulo encolhe em público e patrocinadores
Parada LGBT+ de São Paulo encolhe em público e patrocinadores
Casal condenado por homeschooling: "Educar nossos filhos é crime?"
Casal condenado por homeschooling: "Educar nossos filhos é crime?"
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Governo aposta em publicidade milionária para tentar recuperar popularidade de Lula
Rejeição de nova delação coloca Vorcaro em situação crítica com risco de volta à cela comum
5 perguntas que o Nubank precisa responder sobre o falso aviso de sua própria liquidação
Por que a Copa está fazendo os europeus mudarem de ideia sobre os EUA
Tudo sobre:
América Latina
Bolívia
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Mundo


