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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Gazeta do Povo Lab
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Por Sílvio Ribas
Por Sílvio Ribas
10/06/2026 às 13:51
10/06/2026 às 13:51
Pesquisas de opinião revelam que a maioria dos brasileiros aprova a decisão dos EUA de classificar as facções criminosas PCC e CV como organizações terroristas, contrariando a tese de soberania defendida pelo governo Lula nas eleições de 2026.
Qual foi a decisão tomada pelos Estados Unidos em relação às facções brasileiras?
O governo americano, sob a gestão de Donald Trump, classificou oficialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. Na prática, isso significa que essas facções agora são vistas por Washington no mesmo patamar de periculosidade de grupos extremistas globais, permitindo maior rigor em sanções financeiras e cooperação policial internacional contra elas.
Como a população brasileira reagiu a essa medida estrangeira?
A reação foi majoritariamente positiva. Segundo levantamentos da AtlasIntel e do PoderData, mais de 53% dos brasileiros apoiam a classificação feita pelos EUA. Já a pesquisa Quaest mostra um empate em 45%, mas destaca que 60% defendem que o próprio governo brasileiro também deveria adotar o termo 'terrorista' para essas organizações criminosas.
Por que o governo do presidente Lula é contra essa classificação?
O governo federal e o PT argumentam que a medida é uma forma de ingerência estrangeira, ou seja, uma interferência dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil que poderia ameaçar a nossa soberania nacional. O temor é que isso abra portas para sanções econômicas ou até pressões militares futuras, preferindo focar em uma discurso nacionalista de que 'o Brasil é dos brasileiros'.
Como esse tema está impactando a disputa eleitoral de 2026?
A segurança pública se tornou o tema central. O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, tem usado a proximidade com Trump para prometer um combate mais duro ao crime organizado. Enquanto isso, o governo Lula tenta manter o foco na defesa dos interesses nacionais contra tarifas externas, mas encontra resistência do eleitor, que prioriza a sensação de segurança imediata no dia a dia.
O que dizem os especialistas sobre o fracasso da narrativa governista?
Analistas explicam que o governo não conseguiu convencer o público porque o eleitor comum reage mal a qualquer sinal de proteção ou 'suavização' com criminosos. Para o cidadão, a denominação de 'terrorismo' é vista como uma ferramenta necessária de combate ao crime, pesando muito mais do que preocupações geopolíticas ou diplomáticas sobre quem definiu o termo primeiro.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Fonte: Gazeta Política


