Governo reverte decisão e amplia cota de captura da tainha
O governo federal decidiu rever a decisão de interromper a pesca de tainha em Santa Catarina e vai ampliar a cota de captura para os pescadores artesanais durante a safra de 2026. A decisão foi anunciada após protestos de comunidades pesqueiras e articulação de representantes políticos catarinenses.
Impacto na comunidade pesqueira
A pesca de tainha é uma atividade tradicional em Santa Catarina e é fundamental para a subsistência de muitas famílias. A interrupção da pesca havia causado grande impacto nas comunidades pesqueiras, que dependem da atividade para gerar renda.
De acordo com a Federação dos Pescadores do Estado de Santa Catarina (Fepesc), o fim antecipado da captura por arrasto de praia provoca forte impacto nas comunidades que vivem da safra anual da espécie. A Fepesc representa cerca de 42 mil pescadores em Santa Catarina.
Reivindicações dos pescadores
Os pescadores artesanais de Santa Catarina reivindicam a ampliação da cota de captura da tainha e a revisão das restrições impostas à atividade. Eles argumentam que a pesca de tainha é uma tradição centenária no estado e que a interrupção da atividade causa grande prejuízo econômico e social.
A pescadora Maria Ivone Serpa, bisneta e filha de pescadores de tainha, afirma que a pesca de tainha é fundamental para a subsistência de sua família e que a interrupção da atividade causa grande desespero. Ela reivindica a liberação da pesca de tainha e a ampliação da cota de captura.
Posição do governo de Santa Catarina
O governo de Santa Catarina é contrário à decisão de interromper a pesca de tainha e adotou medidas judiciais em defesa dos pescadores artesanais catarinenses. O secretário catarinense da Aquicultura e Pesca, Fabiano Müller Silva, afirma que o sistema de cotas aplicado ao arrasto de praia não reflete a realidade da atividade pesqueira catarinense e prejudica centenas de famílias que dependem da pesca artesanal para sua subsistência.
Fonte: Gazeta Brasil


