Introdução
Em todo o mundo, as mulheres vivem, em média, cinco anos mais do que os homens. Cientistas acreditam que isso esteja ligado tanto a diferenças de comportamento quanto a fatores biológicos.
Diferenças de comportamento
Os cientistas atribuem parte dessa variação a diferenças sociais e comportamentais. Há evidências de que, na Rússia, por exemplo, “um fator realmente muito importante é basicamente o cigarro e o álcool”, hábitos mais comuns entre os homens no país.
Em todo o mundo, os homens também têm maior tendência a adotar outros comportamentos que reduzem a expectativa de vida. “A alimentação deles costuma ser menos saudável”, afirma a professora Sarah Harper, do Instituto de Oxford para Envelhecimento da População.
Fatores biológicos
Uma das diferenças está nos hormônios. “Os estrogênios exercem diversas funções de proteção nas mulheres”, afirma a professora Consuelo Borrás, fisiologista especializada em envelhecimento da Universidade de Valência, na Espanha.
Os estrogênios têm efeitos que vão do controle do colesterol e da regulação do sistema imunológico à prevenção de infecções urinárias e à proteção da saúde óssea e cerebral.
Pistas da evolução
Para tentar entender melhor essa diferença, alguns cientistas passaram a olhar além dos humanos. Não somos a única espécie em que as fêmeas vivem mais. Isso também acontece com muitos mamíferos, como leões, ovelhas, orcas e camundongos.
Curiosamente, entre as aves ocorre o contrário: os machos costumam ter a maior expectativa de vida.
Consequências para a saúde
Embora vivam mais do que os homens, pesquisas indicam que as mulheres também convivem por mais tempo com doenças não fatais ao longo da vida, como dores lombares, depressão e dores de cabeça.
“As mulheres tendem a ter respostas imunológicas mais fortes, mas isso também pode levar a doenças inflamatórias”, explica Harper.
Os três especialistas fazem questão de ressaltar que a biologia não determina completamente o destino das pessoas. “As diferenças biológicas são profundamente influenciadas pelo ambiente e pelo comportamento”, afirma Borrás.
Fonte: Saúde Brasil


