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Parada LGBT+ avança em busca de votos em ano eleitoral e critica partido de Bolsonaro

Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo

A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo foi realizada no domingo (7) e adotou o tema “a rua convoca, a urna confirma” às vésperas das eleições 2026. O evento teve como objetivo estimular a participação eleitoral da comunidade gay em outubro.

Uma urna inflável foi instalada na avenida Paulista pelos organizadores do evento, liderados pelo personagem Votinho, que faz parte da campanha nacional “meu voto não é neutro”. Essa campanha busca combater a apatia política e reduzir a abstenção nas eleições de 2026.

Criticas ao Partido Liberal

O Partido Liberal (PL) — sigla da família do ex-presidente Jair Bolsonaro — foi retratado como o “Partido de Lúcifer” durante a Parada LGBT+ pela artista Viviany Beleboni. Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, também foi alvo dos ataques dos manifestantes, assim como o pai dele.

De acordo com a participante Raíssa Gomes, em entrevista à EFE, “quando Jair Bolsonaro foi eleito houve uma onda de ataques a pessoas LGBT nas ruas. Ele representou o medo e, além do retrocesso nas leis, simbolizou também o medo e uma espécie de aval para que nos maltratassem”.

Representatividade no Poder Legislativo

O diretor da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Matheus Emílio Pereira da Silva, lembrou que as edições da Parada LGBT+ nos últimos 20 anos trataram de temas a partir de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele diz que a representatividade no Poder Legislativo passou a ser parte da pauta do movimento, principalmente no ano eleitoral.

“A gente precisa ainda de um compromisso do nosso Legislativo para assegurar esses direitos na letra da lei — e não apenas com decisões judiciais como nós temos atualmente”, afirmou.

A parada teve shows de Pabllo Vittar e Gloria Groove, e ainda contou com a presença de políticos de esquerda, como a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, e das deputadas federais do Psol Sâmia Bomfim e Erika Hilton.

Críticas à redução de patrocínios

A deputada Erika Hilton criticou a queda no número de patrocinadores parceiros da Parada LGBT+ de São Paulo neste ano. Segundo os organizadores do evento, houve uma redução de 60% na receita com patrocinadores, que diminuiu a estrutura da 30ª edição em relação aos últimos anos.

Além de criticar as marcas que optaram por não patrocinar o evento, Hilton subiu ao palco e declarou que a comunidade foi a responsável pela aprovação do fim da escala 6×1. Ela é a autora da proposta de emenda à Constituição (PEC), que foi aprovada pela Câmara dos Deputados há dez dias.

Fonte: Gazeta Brasil

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