Proposta de paz rejeitada
Nesta sexta-feira (5), o líder russo Vladimir Putin descartou uma reunião direta com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em um país neutro. Putin condicionou a paz a novas concessões territoriais, enquanto as tensões aumentam com ataques de drones no Mar de Azov e na costa da Romênia.
Proposta ucraniana
O presidente Volodymyr Zelensky enviou uma carta pública sugerindo um encontro presencial com Vladimir Putin em um país neutro, como Suíça ou Turquia. O objetivo era realizar negociações diretas mediadas por nações europeias para estabelecer um cessar-fogo e colocar fim à guerra que se estende há anos.
Justificativa russa
Durante um fórum econômico em São Petersburgo, Putin afirmou que não vê sentido em reuniões agora, classificando o estilo da carta de Zelensky como grosseiro. O líder russo argumentou que a paz só será assinada se a Ucrânia aceitar ceder territórios ocupados, como a região de Donetsk, e rejeitou a participação de mediadores europeus nas conversas.
Consequências da rejeição
Pouco depois da rejeição da proposta, a Ucrânia intensificou suas operações navais. Forças ucranianas utilizaram drones para atacar cinco navios que transportavam carga ilegal. Segundo o comando ucraniano, essas embarcações estavam desligando radares para roubar grãos do país e transportar combustível e suprimentos militares para as tropas russas.
Incidente na Romênia
Um drone naval ucraniano explodiu no porto romeno de Constança, gerando preocupação na União Europeia. A Ucrânia confirmou o incidente, mas alegou que o equipamento saiu de sua rota original devido a uma interferência eletrônica russa. Embora não tenha havido feridos, o episódio causou danos a um navio e armazéns locais.
Situação atual
O cenário permanece de impasse absoluto. Putin descartou um cessar-fogo imediato, defendendo que os combates podem continuar enquanto as negociações ocorrem. Por outro lado, Zelensky rebateu afirmando que a Rússia escolheu novamente a guerra e que o líder russo não demonstra interesse real em interromper o conflito ou poupar vidas.
Fonte: Gazeta Mundo


