Governo brasileiro repudia decisão dos EUA
O governo do Brasil expressou sua indignação após a decisão do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar tarifas ao país devido ao uso de trabalho escravo. O Brasil considera essa medida como uma forma de protecionismo injustificado.
De acordo com o governo, é lamentável que um tema tão relevante quanto a proteção de condições dignas para trabalhadores seja utilizado como justificativa para medidas protecionistas unilaterais.
Investigação e proposta de tarifas
A USTR propôs a aplicação de tarifas de 12,5% ao Brasil, alegando que o trabalho forçado é utilizado na produção de gado no país, um dos principais exportadores de carne bovina congelada do mundo.
O governo brasileiro argumentou que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece o Brasil como referência internacional no combate ao trabalho forçado há décadas.
Expectativas e reações
A expectativa do governo brasileiro é que as recomendações preliminares do USTR não se convertam em tarifas efetivas. Além disso, o Brasil está ao lado de outros países, como Austrália, China, Chile, Colômbia, Índia, Israel, Japão, Coreia do Sul, Venezuela e Vietnã, que também foram acusados pelos EUA de não adotar ou aplicar mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado.
Essa não é a primeira vez que o USTR propõe tarifas ao Brasil. Recentemente, o órgão americano também propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros devido a políticas e práticas que prejudicam o comércio dos Estados Unidos.
Fonte: Gazeta Economia


