Investigação e Proposta de Tarifa
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e propôs a aplicação de tarifas de 12,5% sobre produtos do Brasil e de outros países por falhas no combate à entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado no mercado americano.
Países Afetados
O Brasil está ao lado de países como Austrália, China, Chile, Colômbia, Índia, Israel, Japão, Coreia do Sul, Venezuela e Vietnã, acusados pelos EUA de não adotar ou aplicar de forma efetiva mecanismos para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado.
Justificativa do USTR
O USTR argumenta que produtos fabricados com trabalho forçado podem chegar ao comércio internacional com custos artificialmente menores, dando vantagem a empresas que utilizam esse tipo de mão de obra ou insumos associados a ela e prejudicando produtores que seguem regras trabalhistas regulares.
Reações e Consequências
O senador Flávio Bolsonaro enviou uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pedindo que o governo americano não aplique novas tarifas sobre produtos brasileiros. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou Flávio de atuar politicamente pela taxação de 25% proposta pelo USTR e afirmou que a medida prejudicaria o povo brasileiro, empresários e o agronegócio nacional.
Se as propostas forem aprovadas e aplicadas de forma cumulativa, exportadores brasileiros poderão enfrentar uma carga tarifária superior a 37% em parte dos produtos vendidos aos Estados Unidos, afetando setores como manufaturados, bens industriais, máquinas e equipamentos, produtos químicos, plásticos, autopeças, calçados, têxteis e outros itens.
Fonte: Gazeta Mundo


