Desafio ao G7
O bloco dos Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, tem como objetivo desafiar a hegemonia do G7, grupo das economias mais desenvolvidas do mundo. No entanto, conflitos internos têm colocado em xeque essa ambição.
Expansão do bloco
Em 2023, o bloco dos Brics aprovou a entrada de seis novos membros, incluindo Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã. No entanto, a expansão do bloco também aumentou as divergências internas.
Um exemplo disso é a disputa entre Irã e Emirados Árabes sobre a guerra no Oriente Médio. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, pediu que os Brics condenassem os Estados Unidos e Israel pela guerra contra os iranianos, mas o bloco não conseguiu chegar a uma posição comum.
Disputa entre Egito e Etiópia
Outro exemplo de conflito interno é a disputa entre Egito e Etiópia sobre a construção de uma barragem no rio Nilo Azul. O Egito teme que a barragem afete sua segurança hídrica, enquanto a Etiópia afirma que a barragem é necessária para seu desenvolvimento econômico.
Análise de especialistas
De acordo com especialistas, as divergências internas dos Brics são um desafio para a eficácia do bloco. Cleiton Vinícius Pegoraro de Araújo, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, afirma que as divergências entre os novatos dos Brics são “movimentos normais” dentro de alinhamentos regionais e geopolíticos.
Murilo Borsio Bataglia, pró-reitor de internacionalização da Estácio Brasília, afirma que as disputas entre Irã e Emirados Árabes e entre Egito e Etiópia “evidenciam os desafios de um bloco cada vez mais diverso”. Ele também destaca que a expansão do bloco aumentou a heterogeneidade de interesses, o que “reduz sua capacidade de atuação política coordenada”.
Fonte: Gazeta Mundo


