Empresários se reúnem com Alcolumbre
Empresários de grandes setores da economia se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir a proposta que acaba com a escala 6×1. Eles argumentam que a medida está sendo usada como “bandeira eleitoral” e pedem que o debate ocorra apenas depois das eleições.
Articulação em meio ao avanço na Câmara
A articulação ocorre em meio ao avanço na Câmara, onde o relatório já foi apresentado na comissão especial e deve ser votado ainda nesta quarta-feira. Cerca de 30 lideranças empresariais participaram da reunião com Alcolumbre, incluindo Paulo Skaf, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e Ricardo Alban, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Reações dos empresários
Paulo Skaf declarou que “a única coisa que precisa é não ter pressa e fazer de forma açodada, não ouvir ninguém. As pessoas que discutiram esse projeto não conhecem a realidade do Brasil. Nós somos contra uma discussão de um tema tão importante ser feita com motivação política eleitoral”. Já Ricardo Alban afirmou que o texto em discussão não reflete a realidade econômica do país e criticou o “engessamento” das regras trabalhistas na Constituição.
Impactos econômicos da proposta
Os empresários alertaram Alcolumbre sobre impactos econômicos da proposta e afirmaram que a redução da jornada pode provocar aumento de preços entre 6% e 8%. Após o encontro, Skaf disse que o presidente do Senado “ouviu com atenção” os argumentos do setor produtivo e reconheceu a complexidade do tema.
O que diz a PEC
O relatório da proposta prevê uma transição de um ano para reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas. Pelo texto, a carga cairia inicialmente para 42 horas após 60 dias da promulgação da PEC e chegaria a 40 horas depois de 12 meses. A proposta também prevê que categorias com regras específicas possam ajustar escalas por meio de acordos coletivos.
Fonte: Gazeta Economia


