Pedido de investigação
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma investigação sobre o vazamento de conversas entre o presidenciável e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Marinho argumenta que a divulgação do conteúdo, que estaria protegido por sigilo judicial, configura um ‘vazamento seletivo’ com o potencial de causar danos políticos e reputacionais em um período de elevada exposição eleitoral.
Contexto do vazamento
O site The Intercept Brasil revelou que Flávio teria negociado um patrocínio de R$ 134 milhões de Vorcaro para o filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio confirmou ter feito o pedido, mas negou qualquer irregularidade.
As mensagens trocadas entre Flávio e Vorcaro foram divulgadas pelo The Intercept, incluindo uma mensagem em que Flávio diz: ‘Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!’
Pedido ao STF
Marinho solicitou a instauração de um procedimento específico para apurar a origem do vazamento, a identificação de todas as autoridades, servidores e peritos que tiveram acesso aos elementos sigilosos e a verificação dos registros de acesso aos autos eletrônicos e sistemas de tramitação do processo.
Ele afirma que o pedido ao STF ‘não tem por finalidade censurar veículo jornalístico, constranger atividade jornalística legítima ou impedir a divulgação de fatos de interesse público’.
A liberdade de imprensa não elimina o dever estatal de apurar a origem de vazamentos de autos sigilosos, especialmente quando há indícios de divulgação seletiva de elementos sensíveis e potencialmente descontextualizados, destaca Marinho.
Fonte: Gazeta Política


