Por Isabella de Paula
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25/05/2026 às 17:15
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O regime chinês está expandindo sua campanha de repressão a igrejas que se recusam a seguir as diretrizes políticas do Partido Comunista. Um caso emblemático ocorrido neste mês foi a demolição de uma igreja protestante em Wenzhou, na província de Zhejiang, uma região conhecida como a “Jerusalém da China”.
O prédio estava sitiado desde o final do ano passado, segundo a ONG China Aid, ocasião na qual mais de cem fiéis foram levados presos em uma operação realizada antes do amanhecer. Posteriormente, a ditadura assumiu o controle da igreja, segundo confirmou o jornal francês Le Monde.
A campanha repressiva do Estado teve início com a resistência da igreja em adotar uma diretiva que exigia que a bandeira nacional chinesa fosse hasteada dentro do templo e que um mastro fosse erguido no terreno do espaço religioso, o que os fiéis consideraram uma violação da santidade de sua fé.
Com a rejeição da igreja, funcionários do regime entraram à força na propriedade, demoliram parte do muro externo e instalaram o mastro da bandeira, o que gerou protestos coletivos.
Segundo relatado pelo China Aid, nos dias 14 e 15 de dezembro, as autoridades de Zhejiang mobilizaram um grande número de policiais especiais e agentes de controle de distúrbios para a cidade de Yayang, onde realizaram "operações de inspeção" coordenadas em 12 locais de reunião de igrejas da região.
Durante a operação na Igreja de Yazhong, mais de 100 fiéis foram detidos, incluindo os líderes religiosos Lin Enzhao e Lin Enci. As principais acusações estão relacionadas à provocação de tumultos, uma justificativa que passou a ser usada frequentemente contra ativistas e grupos religiosos na China.
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Fonte: Gazeta Mundo


