InternacionalIrã Executa Homem Acusado de Espionagem para EUA e Israel

Irã Executa Homem Acusado de Espionagem para EUA e Israel

Execução por Espionagem

O Irã executou um homem condenado por repassar informações militares sensíveis aos Estados Unidos e Israel. A informação foi divulgada pela agência Mizan, ligada ao Poder Judiciário iraniano.

Segundo a Justiça iraniana, o condenado, Mojtaba Kian, enviou dados sobre unidades de produção militar, incluindo coordenadas e detalhes de locais usados na fabricação de peças associadas ao setor de defesa. A versão oficial afirma que ao menos uma das áreas indicadas pelo condenado foi posteriormente atacada e destruída durante o conflito.

Contexto da Execução

Esta é a primeira execução conhecida no Irã diretamente atribuída a um crime de espionagem supostamente cometido durante a atual guerra contra Estados Unidos e Israel, iniciada em 28 de fevereiro.

A agência Mizan afirmou que Kian enviou mensagens a redes classificadas pelo regime como ligadas ao “inimigo sionista-americano”. O Judiciário iraniano também disse que o processo, da prisão à execução, foi concluído em menos de 50 dias.

Ofensiva Interna do Regime Iraniano

A execução ocorre em meio a uma ofensiva interna do regime iraniano contra pessoas acusadas de espionagem, colaboração com Israel e apoio a grupos considerados hostis.

Em março, o próprio Judiciário iraniano alertou que suspeitos de cooperação com “Estados inimigos” poderiam receber pena de morte e ter seus bens confiscados.

Outras execuções foram registradas em casos semelhantes nas últimas semanas, incluindo a execução de Erfan Shakourzadeh, acusado de espionar para a CIA e o Mossad, e Ehsan Afrashteh, acusado de espionagem para o serviço de inteligência israelense.

Prisões em Massa

A repressão também envolve prisões em massa. A ONU informou que ao menos 21 pessoas haviam sido executadas no Irã desde o início da guerra com Estados Unidos e Israel, enquanto mais de 4 mil haviam sido presas sob acusações ligadas à segurança nacional.

O chefe da polícia iraniana, Ahmadreza Radan, afirmou que 6,5 mil pessoas haviam sido presas desde o início da guerra, descritas por ele como “traidores” e “espiões”.

Fonte: Gazeta Mundo

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