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Por Juliet Manfrin
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22/05/2026 às 12:43
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Atualizado em22/05/2026 às 12:45
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O advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou nesta sexta-feira (22) a defesa do banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. A saída do caso ocorre após a proposta de delação premiada organizada por ele e o empresário ser rejeitada pela Polícia Federal e vista com ressalvas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo informações confirmadas à Gazeta do Povo, Juca deixou a defesa de Vorcaro em comum acordo com o empresário após o fracasso das negociações para a colaboração. Ele havia assumido a representação do empresário em março.
Além da delação do banqueiro, Juca já esteve à frente de outros acordos de colaboração, entre eles durante a Operação Lava Jato envolvendo o empreiteiro Léo Pinheiro, então presidente da empreiteira OAS. A proposta teve, entre outros termos, o pagamento de R$ 45 milhões em multas e reparação dos danos.
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A delação premiada de Vorcaro foi rejeitada pela Polícia Federal após investigadores constatarem que ele estaria tentando preservar nomes, como o do pai, Henrique Vorcaro, e do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que receberia mesadas de R$ 500 mil. Ele também estaria escondendo relações com outras figuras públicas e familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Há semanas, investigadores da Polícia Federal e da PGR avaliam que o material sugerido pela defesa de Vorcaro estaria muito distante do que normalmente se espera de uma colaboração premiada, sobretudo diante da magnitude do caso e de tudo que os investigadores têm em mãos.
Os milhares de documentos apreendidos até o momento e os cerca de 100 aparelhos eletrônicos, entre celulares e outros equipamentos, já dariam consistência para ampliar a investigação por meses e deflagrar inúmeras fases da operação ou desdobramentos.
A ausência de informações, provas e inconsistências deixa Vorcaro cada vez mais distante de firmar o acordo de colaboração, que poderia suavizar suas condições de prisão ou mesmo o tempo de detenção, no caso de uma eventual condenação. Nesta semana, ele deixou a “sala de Estado-maior” da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para uma cela comum no local, uma espécie de rebaixamento das condições.
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Juca chegou a pedir a transferência do empresário para a chamada Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde as condições de abrigamento seriam melhores do que na cela comum da corporação. A autorização está sob análise do ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF.
Além disso, tanto a Polícia Federal como a PGR teriam sinalizado que, para viabilizar a delação, também entregar provas robustas e ainda não alcançadas, o ex-banqueiro teria de devolver de R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões pelo que foi identificado até o momento decorrente de supostas fraudes e movimentações ilegais.
O próprio Vorcaro teria pressa em fechar o acordo para devolver ao menos R$ 40 bilhões que estariam, supostamente, em paraísos fiscais em nome e sob gestão de terceiros correndo o risco de os valores se deteriorarem ou desaparecerem antes da assinatura do acordo.
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Fonte: Gazeta Política


