Encontro entre Xi e Putin
Menos de uma semana após receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ditador chinês, Xi Jinping, se encontrou com o ditador russo, Vladimir Putin, no Grande Salão do Povo, em Pequim.
Xi afirmou que China e Rússia devem fortalecer sua “coordenação estratégica abrangente” e alfinetou os Estados Unidos, culpando-os pela instabilidade geopolítica mundial.
Declaração conjunta
Xi e Putin assinaram cerca de 20 declarações, acordos e memorandos de entendimento entre Rússia e China, que incluem temas como o fortalecimento da cooperação estratégica e das relações de boa vizinhança e amizade, estabelecimento de “um mundo multipolar”, cooperação científico-técnica e energética, formação de quadros profissionais, políticas antitruste e transporte ferroviário, entre outros.
Os dois líderes também criticaram o projeto Domo Dourado, um sistema de defesa inspirado no Domo de Ferro de Israel que Trump está desenvolvendo, e acusaram Washington de adotar uma “política irresponsável” ao permitir que o Tratado Novo Start de 2010, de limitação de armas nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia, expirasse em fevereiro sem um termo substituto.
Criticas ao EUA
Além disso, também criticaram “o assassinato de líderes de países soberanos, a desestabilização da situação política interna, a instigação de uma mudança de poder e o descarado sequestro de líderes nacionais para o seu julgamento”, em referência à morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em ataques americanos e israelenses em 28 de fevereiro, e à captura do então ditador venezuelano Nicolás Maduro, numa operação militar dos EUA em janeiro.
Os dois ditadores também afirmaram que Pequim e Moscou “compartilham da opinião de que os ataques militares dos EUA e de Israel contra o Irã violam o direito internacional e as normas fundamentais das relações internacionais, e minam gravemente a estabilidade no Oriente Médio”.
Fonte: Gazeta Mundo


