Introdução da Proposta
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma alternativa à discussão sobre o fim da jornada de trabalho na escala 6×1. Segundo ele, a abordagem atual é ‘inoportuna e eleitoreira’ e pode levar a demissões em massa e perda do poder de compra dos trabalhadores brasileiros.
A Proposta de Flávio Bolsonaro
Flávio defendeu uma reformulação estrutural pautada em uma flexibilização da jornada e em uma remuneração por hora trabalhada, pagando mais quem trabalha mais. Ele acredita que a jornada do trabalhador deve ser a que ele quiser, com liberdade, flexibilidade e todos os direitos trabalhistas garantidos.
Modelo de Remuneração por Hora
A tese central defendida pelo senador estabelece que o próprio empregado determine seu período de atuação, fazendo o acréscimo de horas resultar em ganho financeiro por adicionais previstos em lei.
Impacto nas Mães Solteiras
O senador destacou o impacto direto das escalas rígidas de trabalho sobre mulheres que chefiam lares de forma unifamiliar no Brasil. Ele apontou que, de acordo com números de 2024, quando há vagas garantidas em creches, 72,4% das mães trabalham, enquanto sem elas, o número despenca para 49%.
Reação à ‘Precarização’
Flávio rebateu possíveis contestações do setor sindical ou de blocos de oposição que venham a classificar a remuneração por hora como um retrocesso. Ele argumentou que ‘precarização é 40 milhões de brasileiros na informalidade. Precarização é uma mãe que não consegue conciliar emprego e filho. Precarização é trocar uma regra rígida por outra e chamar de avanço’.
Conclusão
Flávio Bolsonaro concluiu afirmando que o debate aberto pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da escala 6×1 serve como plataforma indispensável para a introdução de mudanças profundas e responsáveis, pautadas pelo binômio ‘liberdade com proteção’.
Fonte: Gazeta Economia


