Defesa da lei da dosimetria
As advocacias da Câmara e do Senado protocolaram defesas sobre a validade da lei da dosimetria. O Congresso rebate questionamentos do STF sobre supostas falhas de procedimento e mérito após a derrubada do veto do presidente Lula ocorrida recentemente.
Polêmica sobre a mudança do texto na lei
Partidos alegam que o Senado mudou o sentido da lei ao aceitar uma sugestão do senador Sergio Moro e deveria ter devolvido o projeto para a Câmara. Já o Congresso defende que foi apenas um ajuste de redação. A mudança garante que condenados por crimes contra a democracia tenham direito a sair da cadeia mais cedo, mesmo se forem reincidentes ou usarem violência, seguindo a regra geral de cumprir apenas um sexto da pena.
Fatiamento do veto
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu que alguns trechos da lei não precisavam mais ser analisados porque outras leis aprovadas depois já tratavam do mesmo tema de forma mais rígida. O Congresso argumenta que não faz sentido votar algo que perdeu a utilidade jurídica. Na prática, isso resultou em uma derrubada parcial do veto presidencial, mantendo apenas o que ainda era relevante.
Pedido de vista de 24 horas
Críticos dizem que o prazo dado para os senadores analisarem o texto foi curto demais, já que não havia regime de urgência. O Senado rebateu afirmando que o tempo para análise é uma decisão interna das comissões. Segundo a defesa técnica, a regra define um limite máximo de tempo, mas não impede que o presidente da comissão estabeleça um período menor para acelerar a votação.
Aplicação da lei da dosimetria
No momento, as reduções de pena previstas na nova lei estão suspensas por decisão do ministro Alexandre de Moraes. Ele é o relator das quatro ações que tentam anular a decisão do Congresso. A suspensão vale até que o STF julgue definitivamente se os procedimentos legislativos foram corretos e se o conteúdo da lei respeita a Constituição Brasileira.
Fonte: Gazeta Política


