Golfinhos em Operações Militares
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, foi questionado sobre o possível uso de golfinhos carregando minas para atacar navios americanos no Estreito de Ormuz. Hegseth respondeu de forma irônica, dizendo que não poderia confirmar nem negar se os EUA têm seus próprios golfinhos kamikazes, mas afirmou que o Irã não tem nenhum.
O uso de golfinhos e outros mamíferos marinhos em operações militares pelos EUA não é uma ficção. A Marinha do país mantém desde 1959 um programa que treina golfinhos e leões-marinhos para detectar minas, identificar ameaças subaquáticas, realizar vigilância e localizar objetos no mar.
Uso de Golfinhos na Guerra Naval
Esses animais são treinados para localizar objetos submersos, como minas navais, usando ecolocalização – uma espécie de sonar biológico que permite identificar formas e distâncias debaixo d’água. O estrategista militar Scott Savitz, do think tank Rand Corporation, explicou que os golfinhos costumam ser usados pela Marinha dos EUA em águas abertas porque conseguem localizar minas e objetos submersos com grande precisão usando a ecolocalização.
O histórico de uso militar desses animais remonta à Guerra Fria. A União Soviética também treinou golfinhos para fins de defesa, e parte desse programa teria sido herdada pela Ucrânia após o fim da URSS, em 1991. A Rússia teria retomado o uso militar desses animais após anexar a Crimeia em 2014.
Tensão no Estreito de Ormuz
A discussão sobre golfinhos kamikazes apareceu em um momento em que Washington tenta manter a pressão militar sobre Teerã e preservar a navegação no Estreito de Ormuz. Hegseth afirmou que o cessar-fogo seguia em vigor, mas disse que os EUA observavam de perto as ações iranianas.
A declaração de Hegseth foi feita em meio à tensão em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo que vem sendo alvo de bloqueios e operações militares tanto do Irã quanto dos Estados Unidos durante a guerra no Oriente Médio.
Fonte: Gazeta Mundo


