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Por Hermano Freitas
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18/05/2026 às 19:06
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Na segunda vez em que citou o presidente americano Donald Trump nesta segunda-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. Em visita à Refinaria de Paulínia (Replan), no interior paulista, o petista afirmou que o Brasil deve explorar a região primeiro, antes que o governo americano decida reivindicar o local.
“Daqui a pouco o Trump acha que é dele e vai lá. Ele achou que o Canadá era dele, achou que a Groenlândia era dele, achou que o Golfo do México era dele. Quem garante que ele não vá dizer que a Margem Equatorial é dele também? Então nós vamos ocupar e explorar petróleo com a maior responsabilidade para fazer com que esse dinheiro possa ser revertido para garantir o futuro desse país”, declarou.
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Para Lula, a exploração é fundamental para a soberania nacional, sob o argumento de que nenhum outro país teria mais cuidado com a região do que o Brasil. "Ninguém tem mais cuidado com a Amazônia do que nós”, afirmou.
No ano passado, a Petrobras obteve a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar a pesquisa exploratória na Margem Equatorial. A região, localizada no Norte do país, é apontada como o "novo pré-sal" devido ao seu vasto potencial petrolífero.
Críticas à privatização
Lula também criticou, nesta tarde, a privatização da BR Distribuidora, vendida em 2019, e da Liquigás, em 2020, ambas no governo Bolsonaro. O presidente vê uma tentativa velada de desmantelar a estatal.
“A BR foi privatizada porque os sonhos que eles tinham de privatizar a Petrobras seriam altamente recusados pelo povo, então resolveram vender aos pedacinhos. É que nem aquele rolo de mortadela grande que se vê pendurado na padaria. Vende 100 gramas hoje, 200 gramas amanhã. Chega um dia, o rolo desaparece. O que eles queriam fazer com a Petrobras era isso”, comparou o presidente.
Ainda nesta segunda-feira, Lula ponderou que espera contar com o apoio dos EUA para a exploração de terras raras no Brasil. Segundo o presidente, Trump deveria parar de brigar com a China e se aliar ao Brasil para este fim.
Desde setembro, os dois líderes já se encontraram três vezes e conversaram por telefone em quatro ocasiões. O americano passou a elogiar Lula publicamente, chamando-o de “dinâmico” e “inteligente”, além de aliviar parte das tarifas e suspender sanções aplicadas anteriormente ao Brasil.
Discurso de soberania
A defesa de um projeto de desenvolvimento nacional focado na valorização dos ativos brasileiros e na soberania científica é vista pela esquerda como um trunfo político contra adversários.
Em materiais de campanha, aliados de Lula têm subido o tom contra a oposição, acusando-a de tentar "entregar o Brasil" e o patrimônio nacional ao capital estrangeiro.
O presidente reafirmou que não há preferência por um país específico na busca por parcerias, mas que a soberania nacional seria para o governo um valor inegociável.
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Fonte: Gazeta Política


