Contexto Atual
O agronegócio brasileiro está enfrentando uma “tempestade perfeita” com uma taxa de inadimplência rural no maior patamar histórico e um endividamento que já ultrapassa a marca de R$ 800 bilhões. Diante disso, o setor cobra do governo federal uma mudança estrutural no modelo de financiamento para o Plano Safra 2026/2027.
Desafios do Setor
No Plano Safra 2025/2026, o governo anunciou R$ 516,2 bilhões para a agropecuária, mas o Tesouro Nacional conseguiu equalizar juros para apenas R$ 113,8 bilhões, menos de um quarto do total. Isso deixa claro a necessidade de uma reformulação no modelo de financiamento.
Propostas para o Setor
Uma das medidas defendidas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) é a criação de um fundo garantidor de investimentos (FGI) para a agricultura, similar ao instituído para a indústria durante a pandemia. A senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura e Pecuária, é autora de uma emenda ao projeto de lei que prevê a criação do FGI e um aporte federal de R$ 20 bilhões para o fundo.
Demandas do Setor
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defende um novo modelo de orçamento plurianual para as políticas agrícolas, com previsibilidade, plurianualidade e continuidade de execução. A entidade pede R$ 623 bilhões para a próxima edição do Plano Safra, sendo R$ 518,2 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 104,9 bilhões para a agricultura familiar.
Lei do Agro 3
A FPA também defende uma modernização geral no crédito para o setor agropecuário por meio de um pacote de propostas legislativas batizado de “Lei do Agro 3”, que atualiza instrumentos como a Cédula de Produto Rural (CPR) e amplia as regras de subvenção privada.
Resposta do Governo
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, disse apoiar as demandas do setor, mas admitiu que a palavra final caberá ao presidente Lula. O vice-presidente Geraldo Alckmin sinalizou abertura ao FGI, citando experiência positiva com modelo semelhante no Rio Grande do Sul.
Fonte: Gazeta Economia


