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Por Camila Abrão
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15/05/2026 às 19:45
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Atualizado em15/05/2026 às 19:50
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O ex-ministro e pré-candidato a deputado federal José Dirceu (PT) foi diagnosticado com linfoma, um tipo de câncer do sistema linfático. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (15) pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Segundo boletim médico, ele está em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico. O petista deu entrada no hospital no último domingo (10) para realizar exames gerais, que detectaram um tumor no sistema linfático.
O ex-ministro anunciou sua volta aos palanques durante evento em São Paulo que celebrou seus 80 anos, no dia 15 de março deste ano. Ele destacou que a decisão partiu a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que sua pré-candidatura está dentro das normas eleitorais.
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O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro, afirmou que seu pai está com um linfoma no duodeno. "Já enfrentou e venceu a ditadura, quatro eleições como deputado, um câncer no rim em 2020, uma cirurgia na cabeça em 2024 e três prisões injustas sem provas", disse Zeca, no X.
"Conversei muito com ele nestes últimos dias. Desde os sintomas até o diagnóstico, ele nunca titubeou: está decidido continuar com a pré-campanha de deputado federal por São Paulo. Fará a quimioterapia e será curado mais uma vez!", acrescentou o deputado.
José Dirceu tenta voltar ao poder após prisões por Mensalão e Lava Jato
José Dirceu foi ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato de Lula, entre 2003 e 2005. Considerado o principal articulador político do presidente, ele teve o mandato de deputado federal cassado em 2005 em meio ao escândalo do Mensalão.
Chegou a ser preso em 2013 pelo Mensalão, mas, em 2016, o ministro aposentado Luís Roberto Barroso extinguiu a condenação, concedendo perdão ao político. Dirceu também foi alvo da Operação Lava Jato.
No início de 2023, ele participou do aniversário de 43 anos do Partido dos Trabalhadores realizado em Brasília. A legenda fez um movimento para reabilitar publicamente o ex-ministro.
Em abril de 2024, ele discursou na tribuna do Congresso em uma sessão solene do Senado em alusão aos 60 anos do início do período da Ditadura, em 1964. Essa foi a primeira vez em 19 anos que o político retornou ao Legislativo após sua cassação e condenação.
Em outubro de 2024, o ministro Gilmar Mendes anulou todos os atos processuais conduzidos pelo ex-juiz Sergio Moro contra o ex-ministro no âmbito da Operação Lava Jato.
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Fonte: Gazeta Política


