Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
15/05/2026 às 07:34
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou nesta sexta-feira (15) a sua visita de três dias à China, que descreveu como “incrível”.
Segundo informações da imprensa americana, durante um chá com o ditador Xi Jinping em um jardim em Pequim pouco antes de partir, o mandatário republicano alegou que “muita coisa boa resultou” da viagem.
“Fizemos alguns acordos comerciais fantásticos, realmente, para ambos os países”, disse Trump. O presidente dos EUA também afirmou que as conversas em Pequim “resolveram muitos problemas diferentes, que outras pessoas não teriam conseguido resolver”.
Trump não detalhou por ora quais acordos comerciais foram fechados – por enquanto, o único grande anúncio foi que a China vai encomendar 200 aviões da fabricante americana Boeing.
Ontem, Trump e integrantes do seu governo relataram que Xi concordou que o Irã não pode ter armas nucleares, com a desmilitarização do Estreito de Ormuz e que não haja cobrança de pedágios na passagem marítima, bloqueada quase totalmente pelo regime iraniano desde o início da guerra contra os americanos e Israel, em 28 de fevereiro.
O presidente dos EUA também afirmou que o ditador chinês prometeu não enviar armas e equipamentos militares ao Irã.
Por seu lado, a China disse que Xi alertou Trump sobre Taiwan, que descreveu como “a questão mais importante nas relações China-EUA”. Um pacote de armas de US$ 11 bilhões para Taiwan foi autorizado pelo governo americano em dezembro, mas ainda não foi implementado.
Pequim vem alertando Washington para que não envie mais armas ao governo de Taipei, o que colocaria a relação entre as duas maiores potências do mundo “em grande risco”, afirmou.
Taiwan é uma ilha que a China considera parte do seu território, apesar de ser administrada de forma independente desde o final da Guerra Civil Chinesa, em 1949, quando os nacionalistas, derrotados pelos comunistas, se refugiaram na ilha.
Pequim tem reiterado ameaças de anexar Taiwan – o que chama de “reunificação”. Em resposta, Taipei tem buscado aumentar os investimentos em defesa.
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Fonte: Gazeta Mundo


