Investigação da Polícia Federal
A Polícia Federal afirmou que o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), teria atuado diretamente para proteger e beneficiar o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit e maior devedor contumaz do país com dívidas tributárias de R$ 26 bilhões com a União e o estado.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação teve o sigilo levantado e aponta uma participação estreita de Castro no esquema montado pelo próprio empresário para não pagar impostos e, com isso, beneficiar a refinaria.
Esquema de sonegação de impostos
A investigação aponta que o ex-governador e Magro chegaram a ter reuniões para tratar da estratégia e, até mesmo, sugerir legislações favoráveis a ele. A Secretaria de Estado da Fazenda do Rio de Janeiro teria se tornado uma “extensão da estrutura empresarial” da própria Refit, concedendo benefícios e decisões a favor do empresário Ricardo Magro e contra representações de concorrentes de mercado.
Segundo a apuração da Polícia Federal, dos R$ 26 bilhões devidos pela Refit aos cofres públicos, R$ 9,4 bilhões são referentes aos impostos estaduais que Castro teria deixado de cobrar por conta dos interesses privados com Magro.
Lei sob medida para a Refit
A investigação também aponta que a apresentação e aprovação de uma lei do governo fluminense na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em outubro de 2025, que teria sido feita sob medida para a Refit supostamente renegociar sua dívida tributária com o estado.
A Gazeta do Povo procurou a defesa do ex-governador e a Refit e aguarda retorno. A Polícia Federal também cita a participação de servidores públicos federais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da própria Polícia Federal no esquema elaborado por Magro.
Fonte: Gazeta Economia


