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Por Gustavo Ribeiro
Por Gustavo Ribeiro
13/05/2026 às 16:12
13/05/2026 às 16:12
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Os motoristas de São Paulo, por incrível que possa parecer, não são os que perdem mais tempo no trânsito no Brasil. Esse título pertence a Curitiba, uma cidade que é vista como exemplo em mobilidade no país. É o que aponta o ranking TomTom Traffic Index de 2025, organizado pela empresa holandesa TomTom.
O ranking é publicado há 15 anos e usa dados de GPS anônimos e velocidades reais de trânsito registrados em todo o mundo. Segundo a TomTom, algoritmos automatizados filtram anomalias, como trajetos incompletos ou desvios dos sinais de GPS, para chegar aos números finais.
De acordo com o levantamento, o motorista curitibano perde 135 horas por ano em congestionamentos. Esse resultado foi calculado a partir do tempo que leva uma viagem de dez quilômetros, duas vezes por semana, no horário de pico.
O TomTom Traffic Index analisou o trânsito de 492 cidades em todo o mundo no ano passado. No Brasil, entraram no ranking nove capitais, as quais estão localizadas nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul. Abaixo, a lista delas:
1º – Curitiba (PR) – 135 horas
2º – São Paulo (SP) – 132 horas
3º – Recife (PE) – 130 horas
4º – Belo Horizonte (MG) – 130 horas
5º – Porto Alegre (RS) – 125 horas
6º – Fortaleza (CE) – 121 horas
7º – Rio de Janeiro (RJ) – 92 horas
8º – Salvador (BA) – 81 horas
9ª – Brasília (DF) – 58 horas
Por que Curitiba lidera o ranking de tempo perdido no trânsito?
Curitiba é a cidade brasileira com a 8ª maior população, com 1.830.795 habitantes, de acordo com o IBGE. E para ser a líder em tempo perdido no trânsito, uma das explicações está na quantidade de veículos por habitante.
Segundo dados do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), a frota de veículos na capital paranaense atingiu, em janeiro deste ano, a marca de 1.815.014 veículos, o que dá praticamente um por pessoa — 60% são carros. Isso sem contar os veículos registrados em outras cidades que trafegam em Curitiba.
Além disso, a metodologia usada pela TomTom para chegar à cidade brasileira onde se perde mais tempo no trânsito tende a “beneficiar” cidades com deslocamentos mais longos, como é o caso de São Paulo. Os trajetos de dez quilômetros, que são usados para compor o ranking, abrangem uma parte significativa de Curitiba.
“O sistema viário e o desenho urbano de Curitiba possuem em sua grande maioria vias de trânsito local e coletoras, com velocidades reduzidas, de 30 km/h e 40 km/h. Assim, não predomina o uso de vias expressas e rodovias (80 km/h) no itinerário diário, o que induz que a velocidade média de deslocamento é mais baixa, mas compatível com o sistema viário e a segurança viária urbana”, comentou a Secretaria Municipal de Defesa Social e Trânsito de Curitiba (Setran), em nota enviada à Gazeta do Povo.
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Fonte: Gazeta Brasil


