EconomiaPetrobras estuda investir na Venezuela após queda de Maduro

Petrobras estuda investir na Venezuela após queda de Maduro

Petrobras mira Venezuela

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal brasileira estuda investir na Venezuela após a retirada forçada do ditador Nicolás Maduro do poder no início deste ano por uma ação militar autorizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em janeiro, Trump autorizou uma ação militar que resultou na captura e destituição de Maduro após o descumprimento de ultimatos impostos pelos Estados Unidos. Desde então, a Venezuela passou a ser comandada interinamente por Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente do país, empossada oficialmente pela Assembleia Nacional venezuelana em 5 de janeiro de 2026.

Estudo de oportunidades

“Há uma lista de empresas vetadas [para atuar na Venezuela], dentre as quais as brasileiras não se enquadram, então estamos estudando a área”, declarou Magda Chambriard nesta terça-feira (12) em uma entrevista coletiva para detalhar os resultados da estatal no primeiro trimestre, em que foi registrado um lucro de R$ 32,6 bilhões.

Magda Chambriard afirmou que a Petrobras já havia analisado oportunidades no território venezuelano em 2023 e que agora o foco é compreender as novas regras antes de qualquer avanço. A companhia, diz, acompanha as mudanças na legislação venezuelana para avaliar uma possível entrada no país.

Outras oportunidades

Além da Venezuela, a Petrobras avalia novos investimentos na África e no México, onde Magda Chambriard se reuniu recentemente com a presidente Claudia Sheinbaum. A expectativa é que a estatal brasileira avance em uma parceria com a petrolífera mexicana Pemex para exploração de petróleo em águas profundas no Golfo do México.

“Quando olhamos para o México, a área americana é altamente desenvolvida, mas a porção mexicana ainda é pouco desenvolvida. Isso ocorre em um ambiente de águas profundas, que inclusive é o nicho da Petrobras”, explicou a presidente da estatal.

Críticas a Bolsonaro

Magda Chambriard também aproveitou a coletiva para criticar a política adotada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ela, a gestão anterior priorizou a venda de ativos da Petrobras, enquanto a atual administração ligada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue uma linha oposta.

“Essa administração da Petrobras não gosta de vender, só de comprar”, afirmou a executiva ao comparar os dois períodos.

Fonte: Gazeta Economia

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