Por John Lucas
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12/05/2026 às 19:52
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (11) que o Departamento do Trabalho vai criar uma nova modalidade de benefício para permitir que empresas ofereçam ajuda financeira a funcionários que buscam tratamentos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro. A proposta permite que esse auxílio seja oferecido fora dos planos tradicionais de saúde.
Durante o evento na Casa Branca, Trump defendeu o procedimento de reprodução assistida e se autointitulou o “pai da fertilidade”. “Tenho o prazer de anunciar que o Departamento do Trabalho está emitindo uma nova regra para criar formalmente uma opção de ‘benefício de fertilidade’ para empregadores, que poderá ser oferecida a todos os funcionários fora de seus planos normais de saúde”, disse Trump.
A ideia da Casa Branca é dar às empresas, por meio dessa iniciativa, um caminho específico para custear ou facilitar o acesso de trabalhadores a tratamentos reprodutivos, sem que esse benefício dependa exclusivamente da cobertura comum dos planos de saúde.
Trump citou a senadora republicana Katie Britt, do Alabama, como uma das principais defensoras da resposta do governo federal para “proteger” o acesso à fertilização in vitro. Segundo o presidente, Britt o alertou sobre o assunto após uma decisão da Suprema Corte do Alabama gerar incerteza sobre o funcionamento desses tratamentos no estado. Em 2024, a Corte do Alabama decidiu que embriões congelados poderiam ser considerados crianças não nascidas em ações judiciais. A decisão gerou insegurança entre clínicas de reprodução assistida do estado porque procedimentos comuns da fertilização in vitro envolvem o armazenamento, o descarte ou a perda de embriões.
“Eu não deveria admitir isso, mas a primeira vez que realmente ouvi falar sobre fertilidade foi pela Katie. Ela disse: ‘Senhor, precisamos fazer alguma coisa’. E eu aprendo rápido. Então aprendi tudo o que havia para aprender [sobre fertilização] em cerca de três, quatro minutos, e me tornei o pai da fertilidade”, declarou Trump.
Durante o anúncio dessa segunda, integrantes do governo Trump falaram que os EUA enfrentam neste momento uma crise fertilidade. Mehmet Oz, administrador dos Centros de Serviços Medicare e Medicaid, disse que um em cada três americanos tem menos filhos do que gostaria e afirmou que a taxa de fertilidade do país caiu para menos de 1,5 filho por mulher, abaixo do nível de reposição populacional, de 2,1.
Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde e Serviços Humanos, também citou o lançamento do site Moms.gov, criado para reunir informações do governo sobre gravidez, fertilização in vitro, cuidados pré-natais, pós-natais, nutrição e fórmula infantil.
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Fonte: Gazeta Mundo


