Receba notícias por e-mail
Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Guilherme Grandi
Por Guilherme Grandi
12/05/2026 às 15:55
12/05/2026 às 15:55
Ouça este conteúdo
A Federação Nacional dos Institutos de Advogados (Fenia) divulgou nesta terça-feira (12) uma nota pública defendendo o encerramento do chamado “inquérito das fake news” e a criação de um Código de Conduta para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade afirma que os temas são essenciais para recuperar a confiança da população no sistema de Justiça e fortalecer a segurança jurídica no país.
A manifestação ocorre em meio à repercussão sobre relações de ministros do STF com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, e também diante das críticas ao inquérito das fake news, aberto há mais de sete anos sem nenhum sinal de conclusão. Segundo a Fenia, os episódios recentes “têm corroído a confiança que a sociedade deposita em seu sistema de Justiça”.
“Na visão da Fenia, qualquer proposta de reforma do Judiciário que venha a ser debatida, precisa necessariamente enfrentar de forma clara e sincera temas que preocupam a sociedade brasileira, notadamente: (i) a discussão acerca da instituição de um Código de Conduta para o STF; (ii) o encerramento do inquérito das fake news; (iii) a adoção de critérios claros para o uso de tecnologias e recursos de inteligência artificial no processo decisório”, afirmou a entidade em nota.
VEJA TAMBÉM:
Motta diz esperar que STF libere “dosimetria” por grande quantidade de votos no Congresso
A Fenia também declarou que as medidas são necessárias para garantir “o contínuo aprimoramento do sistema de Justiça e o fortalecimento da segurança jurídica indispensável para o desenvolvimento do país”.
A federação reforçou ainda que continuará acompanhando o tema e defendendo princípios ligados às instituições republicanas. Em outro trecho da nota, afirmou que busca promover “um ambiente jurídico pautado pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às liberdades e às garantias individuais”.
O inquérito das fake news foi instaurado em março de 2019 pelo STF para investigar ameaças, ataques e divulgação de supostas notícias falsas contra a Corte e seus ministros. A investigação foi aberta de ofício pelo então presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, sem provocação do Ministério Público.
VEJA TAMBÉM:
STF nega a pais direito de retirar filhos de aulas sobre gênero
Farra dos penduricalhos prova que nem o Judiciário respeita mais o STF
Por que a ABI pediu para o STF suspender a Lei da Dosimetria?
O processo é relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou ao longo dos anos medidas como bloqueio de perfis em redes sociais, buscas e apreensões e ações contra empresários, influenciadores e políticos investigados. O objetivo alegado do inquérito é proteger a honra, a segurança e a integridade democrática da Suprema Corte.
O inquérito, porém, se tornou alvo de críticas de juristas e setores da sociedade por sua duração e pelo formato de funcionamento. Críticos afirmam que o procedimento concentra no STF os papéis de vítima, investigador e julgador, além de classificarem a investigação como um processo “sem fim”.
Já os defensores do inquérito sustentam que a medida é necessária para combater ataques contra a democracia, o Judiciário e as instituições brasileiras.
Você pode se interessar
Fachin diz que STF é alvo de “ataques infundados” e que precisa ser resiliente
Fachin diz que STF é alvo de “ataques infundados” e que precisa ser resiliente
Caso do detergente Ypê é mais grave do que parece
Caso do detergente Ypê é mais grave do que parece
Transição de gênero piora a saúde mental, diz novo estudo
Transição de gênero piora a saúde mental, diz novo estudo
Charge sobre penduricalhos gera celeuma entre juízes
Charge sobre penduricalhos gera celeuma entre juízes
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Farra dos penduricalhos prova que nem o Judiciário respeita mais o STF
Gazeta Agora: detergente detona guerra política e expõe batalha de narrativas; assista
Para agradar eleitores, Lula lança programa de R$ 11 bilhões para a segurança pública
Associação de imprensa agiu para Moraes suspender Lei da Dosimetria
Tudo sobre:
Fake News
STF
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Política


