Por Vinicius Macia
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Por Guilherme Grandi
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12/05/2026 às 14:23
12/05/2026 às 14:23
Atualizado em12/05/2026 às 16:16
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A União Europeia (UE) decidiu não incluir o Brasil em uma lista de países autorizados a continuar exportando carne e animais para o bloco divulgada nesta terça-feira (12). A medida passa a valer no dia 3 de setembro e ameaça retirar do Brasil seu segundo maior mercado do produto, que foi responsável, em 2025, por movimentar US$ 1,8 bilhão.
"O Brasil deixará de poder exportar para a UE mercadorias (tanto animais vivos destinados à produção de alimentos como produtos derivados), tais como bovinos, equinos, aves de capoeira, ovos, aquicultura, mel e envoltórios", disse a porta-voz da Comissão Europeia em matéria de Saúde, Eva Hrncirova, à agência de notícias Lusa.
A decisão foi motivada pela desconformidade com os padrões de qualidade exigidos pelo bloco, que incluem a utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. Hrncirova adiantou que o país poderá voltar a negociar quando passar a cumprir os padrões.
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Em uma nota à imprensa, o governo brasileiro afirma ter sido pego de "surpresa" com a decisão dos europeus e que "tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos".
"A decisão decorre do resultado da votação realizada hoje no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização dessa listagem. Vale ressaltar que, no momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem normalmente", pontuou.
Ainda segundo o governo brasileiro, o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia já tem reunião agendada para esta quarta-feira (13) com as autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão.
"Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu", completou.
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Derrota para o governo
A derrota para o governo ocorre logo após a entrada provisória em vigor do acordo comercial entre UE e Mercosul. A medida representou ganho de capital político ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas gerou insatisfação por parte de agricultores europeus. Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados, em meio a 21 países com aval para vender carnes e animais ao bloco.
"Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona", disse o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.
Dados oficiais apontam que o Brasil exportou, apenas no ano passado, 128,9 mil toneladas de carne bovina à União Europeia. Foi um recorde com aumento de 132% na comparação com 2024. As vendas para o bloco faturaram US$ 1,06 bilhão.
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Fonte: Gazeta Mundo


