Veto ao nome de Jorge Messias
O veto ao nome de Jorge Messias, indicado por Lula como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi interpretado por uma ala do PT como uma “declaração de guerra” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que articulou a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar a cadeira na Corte.
No entanto, Lula tinha outro plano para Pacheco: assegurar o palanque presidencial na disputa pela reeleição com a candidatura do senador ao governo mineiro, estado decisivo nas últimas eleições ao Palácio do Planalto.
Aliança política entre Alcolumbre e Pacheco
Para integrantes do governo petista, a aliança política entre Alcolumbre e Pacheco coloca o pré-candidato mineiro como suspeito de participar da articulação contra Messias e de votar pela rejeição ao nome dele.
A indicação foi reprovada no Senado por 42 votos contrários e 34 favoráveis.
Resistência à aliança em Minas Gerais
Segundo apuração da Gazeta do Povo, Rodrigo Pacheco tem demonstrado resistência à aliança em Minas Gerais para assegurar um palanque de peso para Lula no “estado-pêndulo” (quem vence no estado, vence a eleição presidencial).
Por isso, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, teria entrado em cena para articular um acordo com o senador.
Alternativas para o PT mineiro
O PT mineiro trabalha com alternativas, entre elas o empresário Josué Alencar (PSB-MG), filho do ex-vice-presidente da República nos primeiros mandatos de Lula, José Alencar, que faleceu em 2011.
Outro nome do PSB mineiro que pode ser lançado ao governo com o aval de Lula é o ex-procurador-geral Jarbas Soares Júnior.
Fonte: Gazeta Brasil


