Surto de hantavírus em cruzeiro
Autoridades de saúde de vários países estão tentando localizar e monitorar passageiros que deixaram o cruzeiro MV Hondius antes da confirmação do surto de hantavírus a bordo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), oito casos ligados à viagem foram reportados até agora, incluindo três mortes. Cinco desses casos foram confirmados como hantavírus.
Passageiros e tripulantes
De acordo com a Oceanwide Expeditions, empresa responsável pela viagem, 114 passageiros e 61 tripulantes de 22 países embarcaram no navio. Antes da confirmação do surto, porém, 32 passageiros desembarcaram na ilha britânica de Santa Helena, no Atlântico Sul, em 24 de abril.
Desembarque em Santa Helena
Sete britânicos desembarcaram em Santa Helena em 24 de abril, antes do surto ser relatado à OMS. Quatro deles permaneceram sob cuidados na ilha. Outros dois cidadãos britânicos retornaram ao continente europeu e estão em isolamento voluntário em casa, sem sintomas, e sendo observados.
Monitoramento em diferentes países
Parte dos passageiros que desembarcou antes da confirmação do surto passou a ser acompanhada por autoridades de saúde em diferentes países. Segundo a BBC, a OMS mantém contato com pelo menos 12 governos para monitorar pessoas que estiveram no MV Hondius ou que já retornaram para casa, incluindo Canadá, Dinamarca, Alemanha, Holanda, Nova Zelândia, Saint Kitts e Nevis, Singapura, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.
Casos nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, autoridades de saúde de cinco estados monitoram pessoas que estiveram no navio. Segundo a CBS News, há passageiros sendo acompanhados nos estados da Geórgia, Texas, Arizona, Virgínia e Califórnia. Nenhum deles, segundo as informações, apresenta sintomas.
Investigação e prevenção
O caso preocupa porque a cepa identificada no navio é a Andes, conhecida como uma forma rara de hantavírus com registros de transmissão entre pessoas em situações específicas. A OMS, porém, afirmou que o episódio não representa o início de uma pandemia como a Covid-19, porque esse tipo de transmissão costuma ocorrer por contato mais próximo.
O hantavírus normalmente é transmitido por roedores, quando uma pessoa inala partículas contaminadas em urina, fezes ou saliva desses animais. No caso do MV Hondius, especialistas da OMS trabalham com a hipótese de que os primeiros infectados tenham contraído o vírus antes do embarque, durante viagem pela América do Sul.
Fonte: Gazeta Mundo


