Por John Lucas
Por John Lucas
06/05/2026 às 21:52
06/05/2026 às 21:52
Ouça este conteúdo
O governo do presidente Emmanuel Macron, na França, ordenou nesta quarta-feira (6) o envio do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle ao Mar Vermelho para se posicionar para uma possível missão de segurança no Estreito de Ormuz, no Oriente Médio. A embarcação militar, a mais poderosa da Marinha europeia, atravessava o Canal de Suez em direção ao sul quando o anúncio foi feito, conforme informou o Ministério da Defesa francês.
O anunciou ocorre em meio a negociações entre os EUA e o Irã para o fim da guerra no Oriente Médio e a reabertura do Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo bruto do mundo. Nesta terça-feira (5), o presidente Donald Trump suspendeu o chamdo "Projeto Liberdade" – operação americana de escolta de navios comerciais pela rota, lançada na segunda-feira (4) – afirmando que "grandes progressos" foram alcançados nas negociações de paz com o Irã. Segundo dados de monitoramentos, cerca de 1,6 mil navios seguem retidos no Ormuz desde o bloqueio da rota em fevereiro.
Ao chegar no Oriente Médio, o porta-aviões deverá participar de uma missão planejada com outros países europeus, incluindo o Reino Unido, para restaurar a livre navegação no Estreito de Ormuz “assim que as condições permitirem”.
O Exército francês afirma que o grupo de ataque que acompanha o Charles de Gaulle – composto por um navio de guerra italiano e um holandês – deverá avaliar o ambiente operacional regional, ampliar as opções de gestão de crise, integrar os recursos dos países parceiros em um marco defensivo compatível com o direito internacional e ajudar a reconquistar a confiança dos agentes do comércio marítimo.
Paris apresentou em paralelo uma proposta diplomática nesta quarta a Washington e Teerã para desbloquear o Ormuz. "O que propomos é que o Irã obtenha passagem para seus navios pelo estreito e, em troca, comprometa-se a negociar com os americanos sobre questões nucleares, mísseis e a situação regional. E propomos que os americanos, por sua parte, levantem o bloqueio do Estreito de Ormuz e, em troca, obtenham o compromisso do Irã de negociar", disse um funcionário da Presidência francesa à agência Reuters.
VEJA TAMBÉM:
Irã vê pontos inaceitáveis em proposta dos EUA e diz estar com “dedo no gatilho”
Após suspender Projeto Liberdade, Trump promete atacar Irã com mais “intensidade” se não houver acordo
Irã diz que ainda “nem começou” em Ormuz; EUA afirmam que cessar-fogo continua
Você pode se interessar
Como é que ainda nos deixamos enganar por programas eleitoreiros como o Desenrola?
Como é que ainda nos deixamos enganar por programas eleitoreiros como o Desenrola?
Real Time Big Data divulga pesquisa para presidente da República
Real Time Big Data divulga pesquisa para presidente da República
Richard Dawkins suspeita que a IA adquiriu consciência
Richard Dawkins suspeita que a IA adquiriu consciência
Exilada do 8/1 escreve carta sobre morte do filho
Exilada do 8/1 escreve carta sobre morte do filho
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
O teste de Lula na Casa Branca: o que Trump quer do Brasil
Quem é o presidente do TST, que se diz “vermelho” e recebeu a “dama do tráfico”
Câmara aprova projeto sobre minerais críticos na véspera de reunião entre Lula e Trump
Lula tenta disputar com Flávio Bolsonaro a condição de inimigo do “sistema”
Tudo sobre:
EUA – Estados Unidos
França
Irã
Oriente Médio
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Mundo


