EconomiaAgro emprega 28,4 milhões de trabalhadores e bate recorde histórico

Agro emprega 28,4 milhões de trabalhadores e bate recorde histórico

Por Célio Yano

Por Célio Yano

06/05/2026 às 15:23

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A população ocupada no agronegócio brasileiro alcançou 28,4 milhões de pessoas ao fim de 2025, batendo o recorde de toda a série histórica, iniciada em 2012, segundo a edição mais recente do Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro.

A publicação é elaborada trimestralmente pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP), em pareceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a partir de microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua versão trimestral (PNAD-C), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os números inserem-se em um contexto de aquecimento do mercado de mercado de trabalho do país. Conforme os dados do IBGE, no fim do ano passado, a taxa média de desocupação era de 5,6%, o menor indicador anual historicamente.

Com o crescimento da população ocupada no agro, os trabalhadores do setor passaram a representar 26,3% do total de empregados no país, 0,2 pontos porcentuais acima do observado no fim de 2024 (26,1%).

Em um ano, a população ocupada no agro cresceu em 601.806 pessoas, uma alta de 2,2%. A expansão supera a do conjunto do mercado de trabalho brasileiro, que avançou 1,7%, equivalente a um incremento aproximado de 1,8 milhão de trabalhadores.

“O bom desempenho da agropecuária – impulsionado pela renovação de recordes de safras e de abates de animais – tem ampliado a demanda por serviços de apoio e logística, intensificando a absorção de mão de obra nos agrosserviços e contribuindo para o aquecimento do mercado de trabalho no agronegócio”, descrevem os pesquisadores responsáveis pelo levantamento.

Crescimento no mercado de trabalho no agro foi impulsionado por serviços

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo segmento de agrosserviços, que registrou alta de 6,1% (612.056 pessoas).

Esse desempenho, segundo o boletim do Cepa/CNA está “fortemente associado à retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento de produtos agropecuários até a produção de insumos, refletindo, em última instância, as transformações estruturais em curso no setor”.

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No segmento de insumos agropecuários, a população ocupada cresceu 3,4% em 2025, o que corresponde a um acréscimo de 10.598 pessoas. O resultado, de acordo com o estudo, foi impulsionado pelo desempenho positivo das indústrias de fertilizantes (11,3%, ou 5.808 pessoas), defensivos (11,3%, ou 1.452 pessoas), medicamentos veterinários (8,2%, ou 1.564 pessoas) e máquinas agrícolas (5,8%, ou 4.800 pessoas).

Em sentido oposto, a indústria de ração registrou retração de 2,1% no contingente de trabalhadores, equivalente a uma redução de 3.026 pessoas.

Na agroindústria, a comparação anual mostra avanço de 1,4% no total de trabalhadores (66.531). De acordo com o Cepea e a CNA, entre as agroindústrias de base agrícola, contribuíram para o incremento no segmento as de vestuário e acessórios, etanol, açúcar e café.

Quanto às de base pecuária, o desempenho positivo se deveu principalmente aos crescimentos observados nas agroindústrias de abate de animais e de couros e calçados.

Apenas nas atividades do setor primário, dentro da porteira, houve retração, com o contingente caindo -1,1% em um ano, sobretudo em razão da agricultura (-1,8%, ou 94.547 pessoas), em contraste com a relativa estabilidade observada na pecuária (0,2%, ou 5.305 pessoas).

Uma análise por gênero indica aumento da ocupação para ambos os grupos, com alta de 1,9% no número de trabalhadores homens (ou 323.761 pessoas) e de 2,6% no contingente de mulheres (ou 278.046 pessoas), o que indica um avanço, ainda que gradual, da participação feminina no mercado de trabalho do agro.

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Fonte: Gazeta Economia

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