Apoio dos Governadores
O pré-candidato à Presidência da República do PSD, Ronaldo Caiado, foi escolhido pelo partido para representar uma alternativa à polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial deste ano, mas não tem garantia da adesão total dos governadores da sigla para a construção do palanque nacional.
O PSD passou a ser o partido com mais governadores no país após as filiações de mais quatro mandatários no último ano, em movimento coordenado pelo cacique Gilberto Kassab.
Desistência de Ratinho Junior
Caiado foi o escolhido da sigla após o governador mais cotado abandonar o projeto presidencial às vésperas do anúncio oficial. O paranaense Ratinho Junior desistiu da pré-candidatura ao Palácio do Planalto e a disputa interna do PSD ficou entre o goiano e o governador gaúcho, Eduardo Leite, sendo que Kassab escolheu o pré-candidato mais à direita.
Condições para Apoio
O governador do Rio Grande do Sul — que fará campanha para a eleição estadual do vice, Gabriel Souza (MDB-RS) — condiciona o apoio a Caiado ao debate político de pontos divergentes. Entre o trio de governadores presidenciáveis de Kassab, Leite era o mais crítico em relação às pautas da direita ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como a anistia dos condenados pela suposta tentativa de golpe de Estado.
No lançamento da pré-candidatura, Caiado prometeu a anistia “ampla, geral e irrestrita” se vencer a eleição à Presidência da República, como forma de pacificação do país.
Apoio de Outros Governadores
O PSD mineiro, liderado pelo governador Mateus Simões, deve fazer campanha para Romeu Zema e assegurar o palanque para a campanha presidencial do ex-governador mineiro. Além disso, ele almeja ter o apoio do PL estadual, que tem o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) como cabo eleitoral.
Em Rondônia, o governador Marcos Rocha pode manter o apoio ao filho de Bolsonaro na disputa nacional ou reforçar o palanque de Caiado ao lado de Adailton Fúria no estado.
Os governadores do PSD de Sergipe e de Pernambuco vão buscar a reeleição em outubro e articulam o apoio do presidente Lula em busca da vitória nas urnas nos estados com forte influência do eleitorado petista.
Fonte: Gazeta Brasil


