Exoneração de assessor
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), exonerou Bernardo Moreira Amado Barros do cargo de assessor do deputado federal André Janones (Rede-MG). Barros invadiu uma transmissão da GloboNews, durante uma entrevista do líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), para atacar a ideia de anistia com um xingamento e pedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Reações políticas
Cabo Gilberto emitiu nota em que classificou a postura de Motta como “firme e correta” e a do assessor como um “retrato fiel do projeto político que não tolera o contraditório, que não respeita a imprensa e que não aceita o voto do povo brasileiro”.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), também se manifestou. Para ele, “o episódio configura grave atentado ao livre exercício da atividade parlamentar e à liberdade de imprensa, valores fundamentais consagrados pela Constituição Federal”.
Contexto político
O caso ocorreu após a segunda grande derrota do governo no Congresso nesta semana. Após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), os deputados e senadores derrubaram o veto de Lula ao projeto de lei da dosimetria. Com isso, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ser um dos beneficiados.
A Gazeta do Povo entrou em contato com Barros e com o gabinete de Janones, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
Antecedentes do ex-assessor
Essa não foi a primeira confusão envolvendo o agora ex-assessor. Em setembro de 2025, Barros obteve uma autorização de visitante para entrar no Condomínio Solar de Brasília, em que reside Bolsonaro, ocasião em que utilizou um megafone para dirigir provocações ao ex-presidente durante sua prisão domiciliar.
Barros divulgou a intervenção em suas redes sociais, dizendo que o parlamentar “surtou” e que teria determinado sua prisão e ameaçado um processo.
Fonte: Gazeta Política


