Rejeição Inesperada
A rejeição de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pegou de surpresa até mesmo membros da oposição que buscavam o resultado desfavorável ao governo do presidente Lula (PT). Assessores parlamentares atribuíram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um papel central na articulação contra o advogado-geral da União.
Articulação Política
A avaliação da base é que, com a postura de Alcolumbre, não há clima para uma nova indicação no curto prazo. A derrota ainda fez crescer as expectativas da oposição em relação à análise do veto ao projeto de lei da dosimetria.
Contexto Histórico
A noite do dia 29 de abril de 2026 entrou para a história ao colocar Lula ao lado de um nome histórico distante: o do ex-presidente Floriano Peixoto, que teve cinco indicações rejeitadas. Agora, 132 anos depois, surge a sexta rejeição na história do Brasil.
A divergência decisiva começou com a preferência de Alcolumbre para que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) fosse o indicado. Logo após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, o chefe do Legislativo fez chegar ao Planalto sua intenção, mas o advogado-geral da União já aparecia na lista de cotados.
Reações e Consequências
Ao falar com a imprensa logo após a rejeição, Messias não citou nomes, mas deu a entender que atribuía a derrota ao presidente do Senado: “Nós sabemos quem promoveu isso”, disse.
A rejeição de Messias é um marco significativo na história do STF e do governo Lula, refletindo as complexas dinâmicas políticas em jogo no Brasil.
Fonte: Gazeta Política


