Acusação contra o governador
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou o governador do estado de Sinaloa, no México, Rubén Rocha Moya, de envolvimento com o narcotráfico e solicitou sua extradição. Segundo as autoridades americanas, ele teria atuado em parceria com o Cartel de Sinaloa para facilitar o envio de drogas ao território dos EUA.
A acusação contra o governador integra uma denúncia mais ampla que envolve dez atuais e ex-integrantes do governo e das forças de segurança de Sinaloa, todos suspeitos de colaborar com a organização criminosa Cartel de Sinaloa, classificada como uma organização terrorista pelos EUA no ano passado.
Detalhes da acusação
Segundo o Departamento de Justiça, os acusados teriam participado de uma rede de corrupção que permitia ao cartel operar com proteção institucional, em troca de apoio político e pagamento de propinas. As investigações apontam que os envolvidos ajudavam a proteger líderes da organização contra prisões, além de repassar informações sensíveis sobre operações policiais e militares.
Conforme a acusação, Rocha Moya teria mantido contato direto com integrantes do grupo conhecido como “Chapitos”, ligado aos filhos de Joaquín “El Chapo” Guzmán, e prometido garantir liberdade de atuação ao cartel dentro do estado. Ainda segundo o documento, o político teria se beneficiado do apoio do grupo criminoso durante sua eleição.
Reações ao caso
As autoridades americanas também afirmam que parte dos acusados participou diretamente de ações violentas, incluindo sequestros e assassinatos, para proteger os interesses da organização criminosa. Em alguns casos, policiais teriam sido usados para executar operações ilegais em benefício do cartel, conforme a denúncia.
Em paralelo, de acordo com informações divulgadas pela imprensa americana, o governo dos EUA já formalizou o pedido de prisão e extradição do governador. Rocha Moya nega as acusações e afirmou que elas “não têm fundamento”, classificando o caso como um ataque político.
O governo mexicano, por sua vez, questionou a base das acusações. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do México, o pedido de extradição carece de provas suficientes e poderá ser analisado pelas autoridades judiciais do país antes de qualquer decisão.
Fonte: Gazeta Mundo


