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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Camila Abrão
Por Camila Abrão
28/04/2026 às 21:34
28/04/2026 às 21:34
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A Polícia Federal afirmou nesta terça-feira (28) que investigava possível crime contra a honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao pedir a remoção de uma faixa com a palavra “ladrão” que estava na janela do apartamento em Presidente Prudente (SP).
O vídeo do momento da abordagem, realizada no último domingo (26), circula nas redes sociais. Lula participaria de um evento próximo ao prédio nesta segunda (27), porém cancelou a ida à cidade enquanto se recupera de um procedimento médico.
Na gravação, o morador argumenta que sua “manifestação não é contra uma pessoa específica”, mas contra o governo. Um policial afirma que os participantes do evento podem vincular a palavra “ladrão” ao petista.
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“A gente viu que essa faixa aí faz uma referência ao presidente, só que ela é considerada ofensiva, tá? Por ter um xingamento, ‘ladrão’. A gente vê as outras faixas [no prédio], tudo bem, tem seu direito de se manifestar, não está xingando, não está sendo ofensivo”, diz um policial.
“Então o que que a gente pede encarecidamente? Que o senhor possa se manifestar de uma outra forma. Pode ser?”, acrescenta o agente.
"Nossos superiores não vão considerar isso como opinião", diz policial
Durante a conversa, o morador afirma que retiraria a faixa “se der algum problema”. O policial responde que “já vai dar” problema, pois seus superiores tratariam o caso “com mais rigor” quando chegassem para o evento.
“Quando nossos superiores vierem no dia do evento, eles virão com mais rigor porque você já foi alertado. Eles não vão considerar isso como opinião”, afirma o agente da PF.
O morador argumenta que a manifestação estava protegida pela liberdade de expressão e, caso Lula se sentisse atingido, poderia acionar a Justiça contra ele. Um dos policiais afirma que está dando “uma dica” para “evitar dor de cabeça”.
“Vocês vieram aqui, querendo ou não, para tentar fazer uma pressão na gente para tirar [a faixa]”, diz o morador.
Não é a primeira vez
Em abril de 2025, um homem foi detido pela PF em Campos dos Goytacazes (RJ) após chamar o presidente de “ladrão” durante a passagem da comitiva presidencial pela BR-101.
Dois meses depois, o então ministro da Justça, Ricardo Lewandowski, ordenou uma investigação da PF contra uma mulher que gritou “Lula ladrão” quando passava em frente à casa do presidente em São Paulo, em meados de abril.
Em outro episódio, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou o advogado pernambucano Thomas Crisóstomo por suposto crime de injúria por se referir a Lula como "ex-presidiário".
Oposição aponta censura
O pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que o "governo da censura está com os dias contados".
"Se Lula achou que a faixa escrito ladrão era pra ele, quem sou eu pra discordar!", ironizou.
"A faixa não tava nem o nome do Lula… a carapuça serviu?", disse o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Faixa poderia configurar "crime contra a honra" de Lula
Em nota enviada ao portal Poder360, a PF afirmou que “foram realizadas diligências iniciais e orientações no local, em razão da presença de faixas com dizeres que, em tese, poderiam configurar crime contra a honra, nos termos da legislação vigente”.
“A Polícia Federal informa que realiza, de forma rotineira, ações de segurança voltadas à proteção de autoridades, conforme protocolos estabelecidos”, diz o comunicado.
Segundo a corporação, os “procedimentos e práticas relacionados à proteção de autoridades não são detalhados publicamente, em razão da natureza das atividades”.
A Gazeta do Povo procurou a Polícia Federal, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
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Fonte: Gazeta Política


