Manobra política
O senador Sergio Moro (PL-PR) foi retirado da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em uma manobra do governo que colocou o senador Renan Filho (MDB-AL) no posto. A vaga pertence ao União Brasil, partido que Moro deixou recentemente. O parlamentar critica o fato de não ter sido consultado e chama a estratégia de “imoral”.
Sabatina de Messias
A manobra ocorre às vésperas da sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o que deve ocorrer nesta quarta-feira (29). Outra substituição foi a de Cid Gomes (PSB-CE) por Ana Paula Lobato (PSB-MA). O conjunto de táticas envolve ainda a saída temporária de Wellington Dias (PT-PI) do cargo de ministro do Desenvolvimento Social, que voltará ao Senado unicamente para votar nesta pauta.
Reações
“Tudo bem, é do jogo político, mas reflete a incerteza e a insegurança do governo Lula quanto à aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal “, declarou Moro em um vídeo divulgado nesta segunda-feira (27). O relator da indicação no colegiado, senador Weverton Rocha (PDT-MA), se manifestou favoravelmente. Moro diz que votará contra. Há, porém, outro ex-ministro do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com posicionamento oposto: o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que também é presidente nacional do PP, manifestou apoio ao indicado.
Posicionamentos
A oposição conta ainda com o reforço dos senadores Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES), Marcos Rogério (PL-RO), Rogério Marinho (PL-RN) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Os nomes de partidos governistas, porém, como PT, PSB, MDB, PDT e membros do PSD afeitos ao governo somam ao menos 15. A tônica da oposição na ofensiva contra Messias é o aborto. Como advogado-geral da União, ele deu um parecer contra uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que vedava o método de assistolia fetal.
Fonte: Gazeta Política


