Novas regras de segurança para o Pix
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos no Brasil, passa por novas atualizações de segurança. As mudanças foram sugeridas pelo Banco Central (BC) no início do ano e visam combater golpes e recuperar valores transferidos indevidamente.
A principal novidade é o Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), que permite o rastreio do dinheiro em múltiplas camadas, aumentando as chances de reaver fundos desviados.
Bloqueio cautelar e análise
Os bancos intensificaram o bloqueio cautelar, que pode reter transações consideradas atípicas por até 72 horas. Durante esse período, o banco mantém o valor congelado e decide se libera o recurso ao recebedor ou se o estorna à conta de origem.
Limites em novos dispositivos
Para dificultar a ação de invasores, as regras de acesso por dispositivos não cadastrados foram endurecidas. Ao utilizar um novo celular ou tablet, o limite de transferência é reduzido automaticamente para R$ 200 por operação e R$ 1.000 diários.
O cliente pode reduzir seus limites a qualquer momento com efeito imediato. No entanto, solicitações para aumento de limite levam pelo menos 24 horas para serem aprovadas, visando evitar transferências sob coação.
Pix na mira dos EUA
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) divulgou um relatório sobre a investigação comercial em andamento contra o Brasil, no qual aponta práticas que descreveu como desleais entre os países. O método de pagamento instantâneo seria um obstáculo pelo fato de o BC deter, operar e regular.
Fonte: Gazeta Economia


