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Alexandre Garcia
Por Roberta Ribeiro
Por Roberta Ribeiro
25/04/2026 às 18:03
25/04/2026 às 18:03
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Além do adido americano Michael William Myers, que deixou o Brasil nesta sexta-feira (24), o governo de Luiz Inácio Lula da Silva queria retirar as credenciais de outro agente dos EUA que atua no país. Apesar de ter sido temporariamente barrado pela Polícia Federal, o americano teve suas credenciais restituídas. As informações foram apuradas pelo Estadão.
Segundo o jornal, o Ministério das Relações Exteriores teria ponderado sobre a falta de reciprocidade na resposta brasileira à expulsão do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho do território dos EUA.
Na visão do Itamaraty, a expulsão de dois agentes americanos poderia ser vista como uma escalada diplomática do governo brasileiro na crise. Segundo a chancelaria, havia o risco de que Washington interpretasse a retaliação para além da “reciprocidade defendida" por Lula.
Fontes ligadas ao MRE afirmaram que o governo deveria responder à decisão dos EUA com reciprocidade na “forma e no conteúdo”. Ao expulsar dois agentes, em vez de um, como fez o governo americano, o Brasil extrapolaria esse princípio, agravando o caso.
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Ao jornal, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, disse que houve o corte temporário de acesso do funcionário americano à corporação até a decisão do Itamaraty. Na prática, a suspensão significa que o agente deixou de ter acesso à sede da Polícia Federal e aos seus sistemas. A identidade do americano não foi revelada.
Por outro lado, Michael William Myers, que atuava na área de segurança e havia sido credenciado por meio da embaixada americana em Brasília desde setembro de 2024, teve suas credenciais retiradas. Myers trabalhava como adido do departamento de imigração dos EUA (ICE) no Brasil.
Como mostrou a Gazeta do Povo, a medida foi divulgada no dia 22 de abril, em retaliação à expulsão de Marcelo Ivo, dois dias antes. O delegado da PF foi acusado pelo governo dos EUA de tentar manipular o sistema migratório americano para acelerar a repatriação do ex-deputado Alexandre Ramagem.
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Fonte: Gazeta Política


