Introdução
A menos de dois meses do início da Copa do Mundo, o México vive um cenário de incertezas. A escalada da violência, com ataques em pontos turísticos e guerras entre cartéis, somada a atrasos críticos em obras de infraestrutura e ameaças de protestos, desafia a organização do evento.
Situação de Segurança
A situação é alarmante, marcada por uma violência estrutural. Recentemente, um ataque a tiros no complexo de pirâmides de Teotihuacán deixou mortos e feridos, rompendo a lógica de que a criminalidade estava concentrada apenas em regiões de disputa de cartéis.
Problemas nas Obras
O país corre contra o tempo para entregar infraestruturas básicas. A passarela que liga o Estádio Azteca ao terminal de Huipulco sofreu atrasos e teve o orçamento mais que dobrado. O próprio Estádio Azteca, palco da abertura em 11 de junho, ainda possui tribunas inacabadas e obras externas em andamento.
Protestos Sociais
Diferentes grupos sociais ameaçam paralisar vias estratégicas durante o evento. Profissionais do sexo deslocados pelas obras na capital prometem bloquear avenidas e o metrô. Paralelamente, o sindicato nacional dos trabalhadores da educação ameaça fechar rodovias e cercar estádios caso suas reivindicações trabalhistas não sejam atendidas.
Impacto Internacional
Especialistas acreditam que o chamado ‘sportswashing’ — usar o esporte para limpar a imagem de um país — terá eficácia limitada no México. Diferente de regimes fechados como Catar ou China, o México é uma democracia plural com presença de grupos armados não estatais.
Fonte: Gazeta Mundo


