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Ministro Cristiano Zanin determina soltura de empresário investigado por venda de decisões do STJ

Decisão do STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura do empresário Andreson de Oliveira, investigado em um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão se baseia no entendimento de excesso de prazo na prisão preventiva.

Zanin substituiu a prisão por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e restrições em dias de folga. O ministro avaliou que, apesar da existência de indícios contra o investigado, o avanço das investigações permite a revisão da medida mais gravosa.

Investigação em andamento

O empresário é apontado como um dos principais operadores do esquema que envolveria gabinetes de ministros do STJ e também tribunais estaduais. A investigação está em andamento há mais de dois anos.

Na decisão, Zanin também destacou que a manutenção prolongada da prisão pode agravar a condição de saúde do investigado e reforçou que cabe às autoridades concluir o inquérito em prazo razoável.

Condição de saúde do investigado

Andreson de Oliveira foi preso pela primeira vez em novembro de 2024, no âmbito das investigações sobre venda de decisões judiciais. Em julho de 2025, chegou a obter prisão domiciliar por razões humanitárias, após perda significativa de peso e alegações de problemas de saúde.

No entanto, em novembro do mesmo ano, voltou a ser preso por decisão de Zanin, após pedido da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Um laudo indicou que o investigado teria simulado problemas de saúde para obter benefícios.

Em março deste ano, ele foi indiciado pelos crimes de exploração de prestígio e organização criminosa.

A defesa do empresário afirmou que a decisão “é irrepreensível” e está alinhada ao entendimento jurídico consolidado sobre excesso de prazo em prisões cautelares.

A decisão reforça o entendimento do STF de que a prisão preventiva não pode se prolongar indefinidamente sem conclusão das investigações, mesmo em casos considerados complexos.

Fonte: Gazeta Política

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