Decisão da Justiça Eleitoral
O Júri Nacional Eleitoral do Peru (JNE) negou pedidos de candidatos de direita para a realização de eleições complementares ao pleito geral no país, realizado na semana passada.
A solicitação havia sido feita pelo candidato conservador Rafael López Aliaga e corroborada pela direitista Keiko Fujimori.
Motivos da Decisão
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (24), o JNE disse que a votação complementar seria “inviável” e que recusou os pedidos por unanimidade, após “uma análise técnico-jurídica” e “considerando os relatórios emitidos pelas instâncias competentes”.
Devido à falta de urnas e seções eleitorais em alguns locais de votação, que deixou mais de 63 mil eleitores sem votar no último dia 12 (data do primeiro turno das eleições gerais), a votação foi prorrogada até o dia 13 nesses pontos.
Reações dos Candidatos
Entretanto, segundo o jornal El Comércio, López Aliaga alegou que a falta de material eleitoral no domingo fez vários peruanos desistirem de votar também na segunda-feira, o que teria feito ele perder cerca de 1 milhão de votos, já que os problemas logísticos teriam ocorrido em áreas da capital, Lima, onde ele estaria à frente nas pesquisas.
Keiko Fujimori, que lidera a apuração do primeiro turno, manifestou apoio à ideia. “Ouvi o pedido e me parece razoável, pois ele [López Aliaga] não está mais falando em insurgência ou anulação total [da eleição]”, disse a candidata de direita na segunda-feira (20), fazendo referência às alegações do adversário de que ocorreu fraude na eleição.
Próximos Passos
A Justiça Eleitoral peruana está analisando mais de 4 mil atas impugnadas por apresentarem inconsistências ou irregularidades, o que definirá quem será o adversário de Fujimori no segundo turno, marcado para 7 de junho.
Com 95,1% dos votos apurados, Fujimori tem 17,1% dos votos e o esquerdista Roberto Sánchez ostenta 12%, contra 11,9% de López Aliaga – a diferença entre o segundo e o terceiro colocado é de apenas 20 mil votos no momento.
Fonte: Gazeta Mundo


