Conflito no Rio de Janeiro
O PSD apresentou um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, solicitando que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto, continue como governador do estado, em vez do novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL).
Pedido da Alerj
A Alerj havia pedido anteriormente que Ruas fosse considerado o chefe do Executivo. No entanto, o PSD argumenta que a permanência de Couto é necessária para garantir a neutralidade institucional e a paridade de armas em uma eventual eleição suplementar.
Contexto
A crise política no Rio de Janeiro começou em maio de 2025, quando o vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Posteriormente, o presidente da Alerj na época, Rodrigo Bacellar, foi afastado devido a suspeitas de vínculo com o Comando Vermelho. Com a renúncia do governador Cláudio Castro, o presidente do TJRJ assumiu o cargo.
Desenvolvimentos
O STF ainda não decidiu se o novo governador será eleito pelos deputados estaduais ou pelo povo. O ministro Flávio Dino pediu vista para aguardar a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo contra Cláudio Castro, que declarou o ex-governador inelegível, mas entendeu que a cassação do mandato perdeu o sentido devido à renúncia.
Além disso, o PDT está tentando anular a eleição de Ruas, contestando a votação aberta e pedindo que seja realizado um novo procedimento com voto secreto, argumentando que a exibição dos votos pode gerar represálias contra parlamentares que votaram contra o presidente da Alerj.
Fonte: Gazeta Política


