Receba notícias por e-mail
Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Camila Abrão
Por Camila Abrão
24/04/2026 às 00:08
24/04/2026 às 00:08
Ouça este conteúdo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu desculpas, na noite desta quinta-feira (23), por ter comparado críticas à Corte a retratar o pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) como “homossexual”.
“Não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”, disse o decano no X.
Apesar disso, Gilmar ressaltou que manterá o enfrentamento ao que chama de "indústria de difamação" contra o STF. “Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la”, destacou.
VEJA TAMBÉM:
Gilmar compara críticas ao STF a retratar Zema como “homossexual”
Em entrevista ao portal Metrópoles, o ministro reagiu a um vídeo satírico publicado por Zema, no qual ele e Dias Toffoli eram retratados como bonecos em uma conversa sobre a CPI do Crime Organizado.
Gilmar questionou se retratar o ex-governador de Minas Gerais como "homossexual" ou sugerir que ele estaria "roubando dinheiro no estado" não seria igualmente ofensivo.
"Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? Ou se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso? Só essa questão. É isso que precisa ser avaliado", disse o magistrado nesta tarde.
Zema classificou a declaração como "inacreditável" e acusou o ministro de demonstrar "todo o seu mais puro preconceito". O ex-governador apontou que o ministro extrapola limites e se comportava como um "intocável".
Após a publicação do vídeo com críticas ao STF, o decano solicitou ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no inquérito das fake news.
Nos últimos dias, Gilmar defendeu a Corte e reiterou as críticas ao ex-governador e ao senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que foi relator da CPI do Crime Organizado, em uma série de entrevistas.
Zema fala um “dialeto próximo ao português”, ironizou Gilmar
Nesta quarta (22), Gilmar ironizou a forma como Zema fala e disse esperar que as declarações do ex-agovernador sejam investigadas no inquérito das fake news “naquilo que for inteligível”.
“Ele fala um dialeto próximo do português. Muitas vezes, a gente não o entende. Eu estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim. De qualquer forma, naquilo que for inteligível, é importante que a Procuradoria, a PF e o próprio ministro Alexandre apreciem”, disse o ministro, em entrevista ao programa JR Entrevista, da TV Record.
VEJA TAMBÉM:
Oposição pede impeachment de Gilmar Mendes por ofensiva contra Zema
Gilmar Mendes defende que inquérito das fake news continue “pelo menos até as eleições”
Gilmar aponta “maldade” sobre caso Master e critica “excesso” de imunidade parlamentar
Você pode se interessar
Terra da Vergonha: a nova Carta de Pero Vaz de Caminha
Terra da Vergonha: a nova Carta de Pero Vaz de Caminha
Gilmar compara críticas ao STF a retratar Zema como "homossexual"
Gilmar compara críticas ao STF a retratar Zema como "homossexual"
Geoeconomia e ilusão: o Brasil na era da competição sistêmica
Geoeconomia e ilusão: o Brasil na era da competição sistêmica
Moraes prorroga por 60 dias inquérito contra Monark
Moraes prorroga por 60 dias inquérito contra Monark
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
“Ministério da Verdade” na AGU complica indicação de Messias ao STF
A AGU de Jorge Messias volta a atacar a liberdade de expressão
Com contas no vermelho, governo desembolsa R$ 50 milhões para criar escola nacional de hip-hop
Gilmar compara críticas ao STF a retratar Zema como “homossexual”
Tudo sobre:
Gilmar Mendes
Romeu Zema
STF
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Política


