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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Luisa Purchio
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20/04/2026 às 18:09
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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência Romeu Zema (Novo) comparou nesta segunda-feira (20) os vínculos entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a escândalos de abuso sexual na Igreja Católica.
"Me parece algo semelhante ao papa e seus assessores estarem fazendo algo referente a abuso infantil. Isso nos dá nojo. Alguém que deveria zelar pelo STF. A Corte não pode fazer negociatas", declarou em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (20).
As declarações têm como pano de fundo uma série de episódios que aproximaram os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes do banqueiro ao longo de 2025, período em que o Banco Master passou a ser alvo de investigações sobre irregularidades no sistema financeiro.
"Estou indignado e inconformado com ministros do Supremo, que deveriam ser exemplos e, nesse momento, fizeram negócios, se encontraram, voaram com o maior chefe do crime organizado no Brasil", afirmou Zema.
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Zema vê em pedido de Gilmar tentativa de silenciá-lo
O ex-governador Romeu Zema também reagiu ao movimento do ministro Gilmar Mendes, que nesta mesma segunda-feira protocolou pedido para incluí-lo no chamado inquérito das fake news. Para o pré-candidato, a iniciativa revela um padrão da Corte de perseguir quem a critica. "O STF quer calar qualquer um que discorde deles", disse.
O confronto de Zema com o Supremo não é novidade. Desde 2022, o político adota postura de embate com a Corte, que se acirrou no ano passado. Na ocasião, foi o primeiro chefe de governo estadual a se manifestar contra as medidas cautelares impostas pelo STF ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chamando a decisão de "absurdo" e "perseguição política".
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Viagens e contratos no centro das suspeitas
Em novembro do ano passado, Toffoli embarcou em aeronave particular para acompanhar a final da Copa Libertadores. O jatinho era registrado em nome de um advogado do Banco Master — banco que, semanas depois, tornou-se objeto de processo distribuído por sorteio justamente ao ministro no STF.
No caso de Moraes, a Folha de S. Paulo revelou que o ministro teria embarcado ao menos oito vezes em jatos pertencentes a empresas do grupo de Vorcaro entre maio e outubro de 2025, acompanhado de sua mulher. O magistrado negou as acusações.
Outro episódio que alimenta as suspeitas é um contrato de R$ 129 milhões firmado pela advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, com o Banco Master para prestação de serviços jurídicos.
A Gazeta do Povo buscou o STF para comentar as declarações do ex-governador. O espaço segue aberto para manifestação.
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Fonte: Gazeta Política


