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Alexandre Garcia
Por Gazeta do Povo Lab
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Por Camila Abrão
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18/04/2026 às 01:09
18/04/2026 às 01:09
A ministra Cármen Lúcia afirmou, no Rio de Janeiro, que a Justiça brasileira vive uma crise de confiabilidade séria e grave. Em palestra na FGV, ela defendeu o reconhecimento de erros pela própria Corte e a necessidade de reformas para garantir que o cidadão volte a confiar nas instituições.
Qual é a principal preocupação de Cármen Lúcia sobre o Judiciário?
A ministra acredita que existe uma crise de confiança muito grande no Supremo Tribunal Federal e na Justiça como um todo. Ela afirma que os magistrados precisam reconhecer as falhas e 'equívocos' cometidos para que o Poder Judiciário continue sendo essencial à democracia. Para ela, sem uma Justiça forte, o Direito fica fragilizado, o que abre espaço para movimentos que tentam desestabilizar as instituições.
Como essa crise se relaciona com o contexto internacional?
Cármen Lúcia mencionou que a desconfiança no Judiciário não é exclusividade do Brasil, mas faz parte de um 'movimento internacional'. Segundo a ministra, há interesses globais que tentam enfraquecer o papel dos juízes. No entanto, ela reforça que, apesar das imperfeições humanas, o Judiciário é necessário para que as leis sejam aplicadas de forma justa.
O que o STF está fazendo para lidar com esses problemas éticos?
A ministra é a relatora de um novo Código de Ética para os integrantes do STF. Essa iniciativa foi motivada por polêmicas recentes envolvendo ministros da Corte e instituições financeiras. O objetivo é criar regras mais claras de conduta para evitar conflitos de interesse e aumentar a transparência das decisões dos magistrados.
Quais casos recentes aumentaram o desgaste da imagem da Corte?
A imagem do STF foi abalada por episódios como o do Banco Master. O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria de um inquérito após a Polícia Federal encontrar mensagens com seu nome no celular do dono do banco. Além disso, surgiram questionamentos sobre um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o escritório da família do ministro Alexandre de Moraes e a mesma instituição financeira, embora ambos neguem qualquer irregularidade.
Houve pedidos de punição contra os ministros do STF?
Sim, um relatório da CPI do Crime Organizado pediu o indiciamento dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes por suposto crime de responsabilidade. Embora o relatório tenha sido rejeitado pelo Senado, o episódio gerou um forte embate entre os poderes, com ministros defendendo punições contra quem 'ataca' a Corte e parlamentares cobrando o respeito às funções do Legislativo.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Crise de confiabilidade no Judiciário é “grave” e precisa ser reconhecida, diz Cármen Lúcia
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Fonte: Gazeta Política


